Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Divergente

Divergente narra a história pós-apocaliptica de sobreviventes que se dividem em uma organização administrativa de 5 facções com características totalmente diferentes entre si. Identifiquei duas analogias que a autora pode ter vindo a criar na história.

- A primeira, no início do livro, é que seria um rito de passagem do estudante para a faculdade. Vejam os sinais: Um jovem, na época, deve estudar junto a todos os outros colegas de facções diferentes até 16 anos, seria o que? O ensino médio.

- Em seguida tem que fazer um teste de aptidão e obrigado a escolher a facção que deseja seguir o resto da vida. Seria o vestibular, onde na nossa vida eles têm que escolher que curso seguir com a ameaça de que está escolhendo seu futuro profissional para a vida. É uma escolha terrível em ambos os mundos, para quem ainda não tem certeza do que quer fazer.

- Quem não consegue entrar em uma das cinco facções, é enviado aos sem-facções, vagabundos ou pessoas que são obrigadas a lutar pelos empregos mais inferiores possíveis. Ou seja, quem não estuda, no nosso mundo, também acaba se sujeitando ao salário mínimo e a vagar pelas ruas.

- Assim que escolhe sua facção, passam por um ritual de iniciação em que alguns são eliminados ou mortos. A prova do vestibular.

- Depois que entram finalmente, tem diversos testes difíceis para se manter na facção. Seriam as matérias e provas dos cursos da faculdade. Eles têm até um ranking das notas e de quem está abaixo da média.

Em minha opinião, mais explícito impossível.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

1001 Maneira de enriquecer

Segue o mesmo modelo do livro O Segredo.

Acho uma propaganda enganosa, pois o livro não tem 1001 maneiras, mas apenas uma maneira que ele fica repetindo à exaustão com inúmeros exemplos. Para ficar rico, segundo o livro, é acreditar profundamente que você já o é e se comportar como tal. A força da sugestão em seu subconsciente fará todo o resto. O autor demonstra ser bem religioso, então além de acreditar, devemos rezar sempre, todos os dias e pedir a Deus que coisas boas venham. Então o livro é recheado de exemplos de gente que praticou as duas coisas: rezar sempre, preferencialmente uma frase como um mantra e acreditar que já era aquilo que deseja ser.

Até acredito que otimismo é bom sempre e pode trazer benefícios e autoconfiança para ir em direção aos seus desejos. Mas para o autor o universo conspira para aqueles que seguem este otimismo quase irracional. E um pouco inconseqüente, pois se você começa a gastar como se já fosse rico, vai à bancarrota.

sábado, 3 de maio de 2014

Jogador número 1

É um livro futurista distópico que usa muitos elementos de realidade virtual como Ghost in the Shell, Matrix ou mesmo Neuromancer. O ano é 2044 e a sociedade entrou em colapso, crise social onde grande parte dos cidadãos não tem alternativas para sobreviver. Como toda boa ficção, é apenas uma exacerbação da nossa própria sociedade atual, exagerada em alguns pontos para mostrar aonde podemos chegar caso soluções não sejam desenvolvidas desde já para evitar este estilo de vida degradado. Gostei muito da construção deste universo alternativo. A comunidade mais pobre, no livro, viverá em grandes favelas feitas através do empilhamento de trailers em grandes andaimes. Será um mundo sem lei onde todos estarão conectados a um sistema online de realidade virtual chamado OASIS, que é uma alternativa para escapar de um mundo real horrível.

O OASIS é o que o Second Life seria se tivesse dado certo. É uma transposição de realidade onde as pessoas usando luvas e óculos especiais podem literalmente viver outra vida mais agradável, com um nível de sensibilidade beirando ao real. Exceto para necessidades básicas do corpo físico como comer, dormir ou defecar, todos estarão online para viver. O personagem principal, Wade ou Parcival, estuda em uma escola virtual no OASIS, o que achei uma ótima idéia para nosso mundo real já que universaliza o estudo e o conhecimento à todos como a internet tenta fazer hoje em dia através de Wikipédia e vídeos de aulas auto-instrucionais.

O criador deste mundo é James Halliday, uma espécie de Steve Jobs do livro que vem a falecer e não tem herdeiros. Então é divulgado um vídeo onde ele ativa um concurso para herdar o controle total do OASIS e mais sua fortuna de USD 240 bilhões. O concurso é como se fosse um jogo online para localizar três chaves escondidas na simulação. E o tema que mais Halliday gosta é o universo dos anos 80, onde viveu sua infância. Então todos os jogadores e nós leitores embarcamos num estudo da cultura pop da década de 80 para tentar decodificar pistas para encontrarmos juntos as chaves. Para quem viveu uma parte dos anos 80 o livro é uma delícia, pois relembra muitas coisas das quais já vimos e gostamos, ativando uma nostalgia daquela época. Talvez quem não conheça este período pode não aproveitar a história em sua plenitude. Músicas e filmes dos anos 80 são usados nas quests, mas basicamente a história usa os jogos como base. Eu não sou muito fã de games, apesar de ter jogado muito na minha infância, mas mesmo assim gostei.

A experiência do leitor depende muito do grau de envolvimento que desenvolve com a história. Se você embarcar no universo criado, vai se divertir muito com o cenário pós apocalíptico criado. Se não, vai achar uma grande galhofa de história repetida já vista com outros cenários. É preciso certa abstração, uma imersão na história, uma suspensão de descrença para que a leitura seja prazerosa. Apesar de várias referências a livros mais inteligentes, a história é feita para o público teen, um tipo de Percy Jackson para gamers. Então aquele leitor mais xiita que gosta de coisas mais complexas não vai se conectar muito aos personagens que são quase todos crianças e adolescentes.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O Homem Bicentenário

Mais conhecido como o filme do Robin Williams, O Homem Bicentenário é baseado em um conto do mestre da ficção científica Isaac Asimov que provavelmente foi o escritor que mais escreveu sobre robôs na vida. Este conto está incluso no livro Visões de Robô, que estou lendo atualmente, e não é tão brilhante quanto eu achava que seria nem em relação à outros textos do mesmo autor. Mesmo assim vale a leitura, principalmente por ser de fácil entendimento e curto, oposto do filme que é muito longo. Sempre que leio o livro que deu origem a um filme, gosto de comentar a relação e a adaptação do texto à imagem. Exercício que aprecio para aqueles que não leram a obra original.

Até que eles passaram bem a idéia principal, mas fizeram dezenas de adaptações que prolongaram o filme desnecessariamente. Tudo bem que para conseguir um longa metragem baseado em um conto, talvez seja necessário a inclusão de alguns fatos que alimentem mais um aspecto da história deixando-a mais profunda. O problema é quando o roteirista se empolga e inventa muitos acontecimentos que não fazem parte do original, excluir partes interessantes e, o que é pior, alterar cenas.

Adaptação é uma coisa complicada, nunca vai agradar 100% dos fãs e a gente já tem uma certa suspensão de descrença para aceitar o que vier. Mas o que mais causa irrita no filme é a história direcionada à família, mais água com açúcar, comédia romântica. Não me entenda mal, eu gostei do filme. Só que o Robin Williams já tem cara de sessão da tarde e as comédias que faz também são do mesmo naipe.

Vamos por partes. A parte inicial onde Andrew, o robô, começa a se desenvolver com o primeiro senhor é excelente, fiel ao original. Só que percebemos a necessidade do diretor de criar alguns conflitos desde já, como a irmã da menininha ser malvada. No original não existe isto, a família é ótima. Posteriormente o filho da menininha vai ser um dos personagens que mais vão ajudar Andrew a progredir, mas no filme é retratado com a mesma mesquinhez da outra menina. No conto, quem faz a vez dos vilões é a sociedade preconceituosa da rua, são personagens aleatórios de fora.

Uma das coisas que mais irritam no filme e que não existe no texto é o romance que o Robin Williams tem com a neta da menininha. Uma enrolação água com açúcar bem chata e sem necessidade. A motivação inicial do personagem não precisava deste incentivo a mais, ele já queria se transformar em humano desde o início. O fato dele se desenvolver em relação a criação de órgãos artificiais para uso dos humanos foi fielmente seguida do conto. Mas ele que fez tudo sozinho, não teve ajuda daquele cientista gordinho e da robô fêmea do filme.

E não é todo mundo que tem seu robô no futuro, como é mostrado no filme. No conto, só alguns privilegiados tem este privilégio. E o primeiro senhor dele é um político, um senador, por isto a oportunidade de ter um desses. Logo depois de descobrir que Andrew pensa por si só, a US Robotics interrompe a venda de robôs e começa apenas a arrendá-los com uma mente coletiva ligada à sede da empresa. Com isto os futuros robôs não poderiam mais ter a possibilidade de desenvolver uma mente única.

De resto, a discussão sobre o que define ser um humano e de como um robô pode se transformar em um é a mesma em ambas as mídias e muito interessante.

sábado, 5 de abril de 2014

O Segredo de Luisa

A princípio não tinha nenhuma expectativa em relação a este livro que foi me oferecido por minha irmã que emprestou dizendo ser bom. A capa era bonita e o título instigante, logo inclui na minha lista de leitura. Com algumas páginas lidas consegui captar a mensagem e a idéia central do autor. O livro é uma tentativa de misturar texto técnico com um romance, uma história fictícia, onde se conta como uma pessoa pode criar de desenvolver uma nova empresa do nada, é um livro de empreendedorismo.

O autor, conforme constatei no prefácio é um teórico do assunto, já tendo lançado vários títulos a respeito e este livro é uma tentativa de facilitar a compreensão do tema utilizando de uma história mais de fácil assimilação pela população em geral, tática empregada em diversos livros de assuntos mais complicados. No início a história de Luísa até me pegou e comecei a ver algumas similaridades com minhas aspirações de crescimento, gera uma empatia com os personagens e suas motivações e acho que todo mundo tem uma família como a do personagem principal.

Mas tenho uma crítica ao livro. Conforme a história da menina do interior de Minas Gerais se desenrola, no texto o autor introduz termos referentes ao empreendedorismo que ele julga que merece maiores explicações ao leitor. Então são inseridos caixas de notas explicativas durante todo o livro, não apenas com pequenas informações, mas boxes de páginas inteiras com informação técnica do que se é tratado na história. Não sou contra quadrados onde tem mais informações sobre o texto, mas acho que foi demais, em grande quantidade. Às vezes estávamos entretidos com a história de Luisa e de repente apareciam três boxes pra explicar qualquer coisa em relação à construção de uma empresa. E a história convencional continuava páginas a seguir, onde era novamente interrompida para mais explicações.

Não achei válida esta mistura de texto técnico e ficcional por atrapalhar a assimilação dos dois públicos. Quem procura e gosta apenas da história da Luisa, vai odiar estes textos explicativos. Quem quer mais informações sobre o assunto de empreendedorismo, vai achar que tem muito blábláblá e pouco conteúdo. Em minha opinião o livro deveria ter apenas o texto ficcional. Se a pessoa se interessar, compraria um segundo livro apenas com as informações técnicas sobre como abrir uma empresa. Enfim.

Eu me identifiquei com a história e percebi que abrir uma empresa é muito mais difícil do que imaginamos. No livro, a Luisa sabe fazer uma excelente goiabada, daquelas caseiras vendidas em cidades do interior de Minas Gerais. Logo ela pensa em comercializar em grande escala já que seu produto é amplamente aceito pela população. Quantas vezes a gente se julga bom numa coisa e tenta ganhar dinheiro com aquela atividade? Parece que a coisa mais difícil é produzir o produto, o resto vem mais fácil. No livro é ensinado exatamente o contrário. Realizar o serviço é fácil, administrar uma empresa que é o mais complicado. Com a leitura percebi que é uma coisa extremamente difícil mesmo. Não que eu não soubesse que seria complicado, mas é mais do que eu pensava.

Apesar dos pontos negativos que levantei, aconselho a leitura para as pessoas que tem interesse em começar um novo negócio, pelo menos para ter uma leve idéia das agruras do que se espera. Mas não aconselho para quem busca apenas uma historinha, não vale a pena.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Sonhos de Robô

Sempre fui fã e Asimov desde pequeno, quando li Eu Robô. E desde então sabia que ele era conhecido por ser o escritor com mais gabarito para falar de robôs. Mas ele não escreve apenas sobre isto. Li também a série Lucky Starr onde ele escreve romances sobre um patrulheiro estelar que junto com um marciano passa por vários problemas. Li também um livro chamado Os viúvos negros, coisa totalmente fora da área da ficção científica, pelo qual é conhecido, onde discute problemas existenciais com um grupo de idosos intelectuais, também excelente. Na verdade até hoje nunca li nada dele que não fosse excepcional.

Após muitos anos sem rever sua obra, resolvi pegar o “Sonhos de Robô”, na área mais própria. Inicialmente não sabia, mas também é um livro de contos. Diferente do que eu pensava, os contos não são apenas sobre os Robôs, mas existem outras histórias excelentes sobre ficção científica ou pensamentos sobre a vida. Selecionei alguns dos melhores para comentar.

Sobre robôs: O pequeno robô desaparecido e Sonhos de Robô. O Asimov foi o criados das 3 leis básicas da robótica onde limita a liberdade de ação deles, mas em suas histórias o autor usa de artimanhas para dobrar a lógica comum e colocar o robô em conflito com suas diretrizes. É um exercício maravilhoso tentar raciocinar com o protagonista em como resolver as equações propostas e burlar o problema das leis.

Apesar de serem contos que podem ser lidos independentes dos outros, as histórias pertencem a um mesmo universo, que são geridos pelos mesmos personagens e ambientes e se prestar atenção existe uma cronologia de fundo. Algumas coisas aparecem em mais de um conto como a doutora Susan Calvin, uma robopsicóloga e o computador central Multivac, uma clara referência ao que se tornaria a internet nos dias de hoje. Asimov foi um visionário, prevendo muita coisa que acontece hoje e que tende a acontecer no futuro não muito distante.

Já o que mais me impressionou foi a qualidade dos textos que não se trataram sobre robôs. Toda excelente ficção científica tem uma discussão sociológica profunda de background, por exemplo:

Os incubadores – Sobre um cientista tão inteligente e acima do pensamento dos outros que não vê mais sentido numa vida sem desafios.
A Hospedeira - Discute coisas como a morte por inibição e o advento de uma raça parasita sem que saibamos da existência.
O Fura-greves - Conto que faria funcionários públicos grevistas adorarem e que também discute sobre preconceito.
Verso de luz - Também fala sobre preconceito e de como cada um de nós somos perfeitos nas nossas imperfeições. É Deus que nos cria assim e cada característica que nos define faz parte de nossa personalidade e são coisas valiosas.
O garotinho feio - Sobre a nossa responsabilidade com os experimentos científicos quando envolve outros seres. Hoje em dia pode-se fazer um paralelo com o caso dos Beagles e dos ratos de laboratório de São Roque.
Democracia eletrônica - Uma interessante idéia de como uma eleição poderia ser realizada quando não se puderem consultar os eleitores.
A mulher da minha vida - E se um computador pudesse escolher a mulher perfeita pra gente?

Mas os melhores contos são sobre assuntos existenciais. Asimov era ateu, como todo com cientista, mas pensava sobre a vida após a morte e o sentido da vida. Ele escreveu histórias excelentes como as seguintes:

O que os olhos vêem – Como seria a vida daqui a milhões de anos quando a nossa consciência for mais importante do que o corpo físico. De certa forma ele fala sobre quando o ser humano se tornar espírito.
A última pergunta – Quando o planeta Terra estiver se extinguindo e a entropia começar a fazer efeito no Universo.
A última resposta – O melhor texto que já li dele. Uma pessoa morre e se encontra com um ser do outro lado da vida que lhe explica o que existe no além.

Asimov é obrigatório.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Retrospectiva - Livros 2013

Li menos em 2013 e relação a 2012 infelizmente. O curioso é que não em quantidade de livros e sim no volume de escrita baseado em páginas. É muito fácil ler vários livros, se forem finos. Quero ver ler a mesma quantidade de livros grossos. Eu avalio se li mais ou menos dependendo da quantidade de páginas. Em 2012 li 26 livros ou 9.308 páginas, uma média de 25 páginas por dia. Em 2013 li 31 livros, cinco a mais que o ano passado. Um incauto diria que foi melhor, mas estes 31 livros deu uma quantidade de 7.398 páginas ou 20 por dia. Uma queda grande. Uma das explicações é que voltei a ler quadrinhos também, 10 para ser exato, o que ocupou um pouco o tempo que tinha disponível para livros.

Dos livros lidos ano passado, onze foram de não ficção e vinte de ficção. Quatro de Fantasia e sete de ficção científica. De todos, 13 foram livros emprestados e provavelmente não programados. Alguns eu até tinha intenção de ler mesmo, mas outros foram novidades na minha programação prévia e agradáveis surpresas. Segue a lista final em ordem cronológica com as respectivas notas de 1 a 5 dadas por mim no skoob:

5 - Tormenta de Espadas
4 - Crônicas Marcianas
3 - Branca dos Mortos e os Sete Zumbis
3 - O Pequeno Príncipe
5 - Fahrenheit 451
5 - Filosofia da Ciência
3 - O Viajante do Tempo
5 - O Retorno e Terno
3 - Dragões de Eter 1 - Caçadores de Bruxas
5 - Noites Brancas
3 - Jogo Perigoso
4 - Guia Politicamente Incorreto da América Latina
3 - O menino do pijama listrado
5 - Duna
4 - Duas Narrativas Fantásticas
3 - A soma e o resto
3 - Guia Politicamente Incorreto da Filosofia
4 - Os Messias de Duna
4 - A insustentável leveza do ser
4 - Carcereiros
4 - Crash
4 - Antonio Ermírio de Moraes
5 - Filhos de Duna
3 - Não se desespere
3 - Mercado de Cambio Brasileiro e Cambio de Exportação
4 - Rainha do Castelo de Ar
2 - Honoráveis Bandidos
4 - Filhos do Fim do Mundo
4 - Sonhos de Robo
3 - O Segredo de Luisa

Quadrinhos

5 - Maus
5 - Gen Pés Descalços - Uma história de Hiroshima
5 - Gen Pés Descalços - O dia seguinte
3 - Gen Pés Descalços – A vida depois da bomba
3 - Gen Pés Descalços – O recomeço
5 - Fracasso de Público - Heróis Mascarados e Amigos Encrencados
5 - Fracasso de Público – Desencontro de Titãs
4 - Fracasso de Público - Adeus
4 - Sandman - Preludios e Noturnos
3 - Cicatrizes

sábado, 14 de dezembro de 2013

Meta de leitura para 2014

Minha lista de 2013 foi completamente ignorada. Fiz um planejamento e no meio do caminho tomei decisões diferentes de leitura que foram influenciadas por muita coisa. Gosto de livros indicados e emprestados por outros onde posso ter a oportunidade de ler algo diferente do que imagino. Quando alguém vem com um livro diferente, é algo inusitado em sua vida, te leva para um caminho diferente do costumeiro. Fora que a biblioteca que eu usava está temporariamente fechada, então vários livros que pegaria lá estão fora de cogitação. Este ano foi marcado também pelo meu regresso à leitura de quadrinhos, então os livros tiveram concorrência.

Com o passar do tempo a gente vai mudando de opinião e alguns livros que a gente tinha vontade de ler acabam sendo deixados pro lado e ignorados, outros apenas faltou oportunidade. Então vou reincluir alguns livros de 2013 nesta nova lista e outros serão riscados para um futuro alternativo. Segue minha lista de intenções:

- Filhos do Éden – Anjos da Morte
Estava só esperando conseguir a cópia digital dele pra começar a leitura.

Odeio começar sagas e deixá-las pela metade. Pretendo completar a série das Crônicas de Gelo e Fogo. Adiei em 2013 porque eram muito grandes e fiquei com preguiça. Mas neste ano voltarei à Westeros.
- O Festim dos Corvos
- A Dança dos Dragões

- Morte Súbita
Muita gente tem falado bem deste livro da J.K.Rowling pós Harry Potter. Vou encarar.

Mais uma saga que comecei em 2013 e que pretendo completar em 2014. Duna. Ainda faltam 3 livros.
- O Imperador – Deus de Duna
- Os Hereges de Duna
- As Herdeiras de Duna

Os três primeiros foram fantásticos, mas não gosto de ficar só em uma história sendo que tem tanto livro bom no mercado que eu tenho vontade de ler. Mas termino esta saga este ano.

- Inferno.
Mais um do Dan Brown. Eu já sei o que vou encontrar, Dan Brown tem seu formato de escrita já estabelecido. Mas mesmo assim é o único livro que falta pra eu ler todos do autor.

- 1889
Os dois primeiros do Laurentino Gomes, 1822 e 1888 são excelentes. Uma forma bem fácil de contar a história do Brasil. Tenho certeza que este tem a mesma qualidade dos predecessores.

- O cemitério de praga
Comprei este livro do Umberto Eco há uns 3 anos e nunca li. Vou tirar o pó de cima dele e lê-lo finalmente.

- Xogun
Já me falaram que é um livro fantástico, coisa obrigatória de se ler. Mas sei que é extremamente longo, mais de mil páginas. Só de pensar dá preguiça. Mas as melhores coisas vem assim, na dificuldade. Vamos ver se consigo.

- O Forte
Livro do excelente autor Cornwell. Sei que ele tem muita coisa bem melhor, mas gostei da capa e do tema.

- Manifesto do Nada na terra do nunca
Novo livro do Lobão. Li sua autobiografia “50 anos a Mil” e achei excelente. Sei que além de músico ele é um pouco filósofo. Acho que vou encontrar algo bom ai.

- A Metamorfose
Um Kafka pra trazer algo de culto.

- A coisa
Mais um livro quilométrico na lista, desta vez do mestre Stephen King. Dizem que é um dos melhores dele. Estou colocando muito livro grande, não sei se conseguirei cumprir esta lista. Mas vamos ver né.

- Narrativas de um repórter
Livro que ganhei em uma palestra que assisti, mas ainda não deu tempo,

- Nietzsche em 90 minutos
Livrinho aparentemente rápido de se ler. Vi na livraria e me deu curiosidade.

- Vampeta_ memorias do velho Vamp
O Vampeta é muito engraçado e costuma contar mil histórias da época dele de jogador. Sempre me divirto com suas entrevistas. Acho que deve ter algo de bom no livro dele. Provavelmente é uma escrita pobre, mas a curiosidade é maior.

- O Carrasco do Amor - Irving D. Yalom
Autor fantástico. Já li 3 livros dele e quando vi na livraria este livro, não resisti a colocá-lo na minha lista.

- A Tribo - Joe Hill, Stephen King
União do pai com o filho. Já li o livro de Hill e ele realmente puxou ao progenitor.

Agatha Christie - O caso dos dez Negrinhos
Um dia ouvi um podcast sobre a famosa autora e livros de detetive. Nunca li nenhum dela e inclui este pra iniciar no seu universo. Dizem que este é um dos mais famosos.

Fiz esta lista correndo pra ter uma meta de leitura. Dos livros que não consegui ler em 2013 e que ainda tenho interesse, vou resgatar e reincluir no final caso sobre tempo:

- A cor que caiu do céu – Lovecraft
- Fundação – Asimov
- Um estranho numa terra estranha - Heinlein, Robert

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Kobo

Comprei recentemente o Kobo, leitor digital utilizado pela Livraria Cultura e gostaria de dar meu depoimento em relação ao aparelho para aqueles que ainda não utilizam esta tecnologia. Não posso dar minha opinião sobre o Kindle, seu concorrente, pois nunca ousei. Mas, aparentemente, são similares.

Livro digital é o que há. Fiquei extremamente satisfeito com minha compra e me arrependo de não ter tomado a iniciativa de comprá-lo mais cedo. Li vários livros em papel gigantes como Guerra dos Tronos e Dança da Morte que eram muito difíceis de serem lidos pelo tamanho do material. Em um leitor digital isto tudo é irrelevante. Podemos carregar muitos livros de tamanhos imensos sem problemas.

O Kobo tem 3 modelos. O Mini, o Glo e o Touch. De cara descartei o mini, pois como tenho um samsung S3, a tela é praticamente do mesmo tamanho. Já a diferença dos outros dois é que o Glo tem uma luz interna e o Touch não. Fiquei muito em dúvida de qual dos dois comprar e resolvi levar o Glo mesmo. Foi a melhor decisão que já tomei. Quem lê na rua vai perceber que em muitos momentos não temos luz o suficiente para ler alguns livros, mesmo durante o dia dependendo do lugar em que estamos.

Pontos positivos:
- É leve, é touch, cabe bastante livros, tem luz interna para momentos escuros, bateria que dura semanas dependendo da utilização.
- Podemos incluir diversos dicionários. Se estivermos lendo um livro e não conhecermos determinada palavra, basta clicar nela que o significado aparece. Isto é muito útil quando estamos lendo textos em outra língua.

Pontos Negativos: - A passagem de página é lenta e de vez em quando o touch não me entende. - A procura de uma determinada página lá no meio do livro que você queira recorrer é muito difícil. O aparelho é bom pra ler de uma forma contínua. Mas para aqueles que gostam de pular páginas ou querem reler um determinado trecho lá atrás, é ruim. Eu li um livro que tinha glossário no final e simplesmente desisti de recorrer a ele. Muito trabalho.

Naquela velha discussão se o digital substituirá o livro, esqueça. Livro em papel sempre vai existir. Mas ter um kobo facilita muito em determinados livros. Apesar dos defeitos, vale muito a pena. Para quem lê muito, aconselho.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Por que compramos livros?

Parece um contra-senso vindo de mim, mas não sei por que as pessoas compram livros. Não que não seja bom. É ótimo que as pessoas adquirem um excelente hábito, mas ler um livro não é sinônimo de comprar um livro. Podemos ler livros sem comprá-los, basta ir à biblioteca mais próxima e pegar emprestado de graça!

E agora com o advento do e-book, livro digital, não existe mais motivo pra se comprar já que a maioria está disponível de graça na internet. Basta procurar. Neste ponto vejo um futuro negro para os livros. Do mesmo jeito que o MP3 acabou com a indústria do CD, o e-book tende a acabar com o mercado de livros. Os músicos, para se manterem, estão fazendo mais shows ao vivo para arrecadar seu sustento, já que as vendas de CDs despencaram. Já os escritores, eu não sei o que farão quando a venda de livros cair.

Eu, como sou pobre, sempre comprei o mínimo de livros possíveis. Uma das coisas que me favorece é que gosto muito de escritores antigos e livros clássicos, então geralmente esses livros existem em bibliotecas. Para aqueles que só gostam e livros do momento, que acabaram de ser lançados, não tem jeito e é obrigado a comprar. Mas quem curte os clássicos, é um mamão com açúcar. Tem tudo na biblioteca.

Livro, pra mim, só dura o momento que estamos lendo. Depois de lido, ele vai pra estante juntar pó e nunca mais o pegamos. Reler livros é coisa muito rara pra mim, dá pra se contar nos dedos de uma mão os livros que peguei para reler. A única coisa que ele pode ter utilidade é quando vamos emprestar para alguém ou pra enfeitar a sala. Mas para aqueles que lêem muito, imagina a tonelada de livros sendo movidos de um lugar pra outro só ocupando espaço em sua casa e sem nenhuma utilidade.

Por que e quando compro livros?

Vale a pena comprar livros que foram publicados recentemente e que minha curiosidade é tanta que não esperarei anos até que esteja disponível em uma biblioteca. É por isso que eu compro os livros do Eduardo Spohr. A repercussão é tão grande e sou tão fã do cara e do assunto que tenho que comprar imediatamente.

Também compro livros grandes que não conseguirei ler a tempo de devolver à biblioteca. Eu tenho uma leitura bem lenta, não sou daqueles que tem leem de forma dinâmica. Geralmente gasto mais tempo que o normal com um livro e acho terrível quando chega o prazo para eu devolver e ainda estou na metade. E em 99% dos casos sempre tem reservas para o livro que você está lendo, não dando para renová-lo. É por isso que eu sou obrigado a comprar os livros das Crônicas de Gelo e Fogo. Cada um tem mais de 500 páginas e este último que li, de 850 páginas levei quase 2 meses para terminá-lo. Mas li tranqüilo, no meu ritmo, sem a pressão da biblioteca para devolvê-lo. Compro pra não me estressar.

Livros de não ficção, com dados científicos e exercícios são muito úteis na vida para serem consultados a todo o momento. Livros de faculdade explicando a matéria, livros de história, filosofia, sociologia, matemática, português, etc. São livros atemporais que sempre precisamos relê-los de vez em quando para relembrar algum conhecimento que precisamos naquele momento. Estes livros valem a pena serem comprados.

De resto, não vejo motivos para se comprar livros. É uma inutilidade que só servirá para entupir sua estante de papel e pó.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Aleph

Os caminhos de Paulo Coelho sempre estão empermeados de um clima esotérico onde os personagens sabem tudo dos mistérios entre o céu e a terra. Cada personagem seu tem sua própria história de vida, seus próprios objetivos e estão cursando seu caminho em busca da felicidade do espírito. Acho tudo muito legal, só acho que é demais. Uma coisa é levar Deus em consideração em sua vida. Outra, diferente, é falar de Deus a cada 5 segundos. Ninguém gosta de alguém super religioso. Respeito quem seja, só não venha buzinar na minha orelha. É o que eu penso da escrita do Paulo Coelho. A narrativa é boa, mas ele inclui tanta ladainha de bruxos que acaba estragando um pouco uma boa história.

Eu já tinha visto uma entrevista dele contando sobre este livro. Passa-se em 2002 e foi uma experiência do próprio autor teve na Rússia. Chegou a uma parte de sua vida que ele estava desanimado e sem objetivos, levando a vida sem aquela paixão inicial. O seu mestre, espécie de coach, o aconselhou a se comprometer em novos desafios e foi isto que fez. Além de marcar várias visitas em diversos países para promoção de seus livros, ele se comprometeu com editores russos a viajar na ferrovia transiberiana, a maior linha de trem do mundo que atravessa toda a Rússia, da Europa até o oceano Pacífico. Cá pra nós, é uma puta viagem que um dia eu gostaria de fazer. Deve ser sensacional atravessar o maior país do mundo em duas semanas, percorrendo todos seus 9.289 km.

Achei sensacional a experiência e me interessei em ler o livro para conhecer as aventuras que o mago teve. Imaginei as cidades que visitou, as pessoas que encontrou e fatos curiosos que poderiam ter acontecido. Mas a história toma uma direção totalmente diferente. Ele conhece uma mulher chamada Hilal que decide o acompanhar nesta viagem e que o autor diz conhecer de uma vida passada. Tem vários momentos do livro que é relatado quem ele foi na vida passada e como foi o encontro dos dois.

Depois de ler fico muito curioso de saber se tudo o que relatou realmente aconteceu ou foi pura invenção para dar um aspecto mais fantástico em sua história. Se eu fosse a uma palestra sua, com certeza perguntaria isto. Outra pergunta seria se a sua mulher não tem ciúmes dele ter passado uma boa parte da viagem com uma outra mulher que queria dar pra ele.

Além desta história principal, existem várias partes muito boas do livro e algumas frases de impacto para refletirmos melhor sobre nossas vidas. Podem chamá-lo de auto-ajuda, mas gosto de suas histórias. Dei uma nota 3 no skoob.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Millennium - A Menina que Brincava com Fogo

Segundo livro da trilogia de Stieg Larsson. Depois de ler o fantástico primeiro livro, não tinha como não continuar seguindo a história no livro seguinte. Os nomes dos títulos não causam vontade de ler. Só me interessei porque vi o filme e percebi que a história seria excelente. Mas se visse na vitrine o título Os homens que não amavam as mulheres, imaginaria que fosse um daqueles livros de auto-ajuda feminino contra os homens cafajestes. Enfim.

A história deste Segundo livro se passa exatamente onde terminou a primeira. Por isso mesmo aconselho que se leia o primeiro livro antes para não ficar perdido. Depois dos acontecimentos que aconteceram em Hedestad, Lisbeth resolve curtir uma grande viagem pelo mundo enquanto Mikael curte sua fama e continua trabalhando na revista Millenium.

Tem bastante promiscuidade na história, homem com homem, mulher com mulher, sexo entre casais, swing. O autor acredita num mundo com grande diversidade e uma sexualidade livre de preconceitos onde todo mundo pode transar com quem quiser independente de convenções tradicionais como o casamento. Não sei se é uma utopia ou uma realidade sueca.

O livro demora bastante pra engatar, pois ele descreve situações os personagens principais aparentemente dispensáveis. O autor descreve uma revista livre de politicagem onde os jornalistas são éticos e querem exercer suas profissões o melhor possível para o bem da população. Deve ser o sonho de todo estudante que está se formando ao sair da faculdade. Pena que não existam muitos lugares assim na vida real.

Só vamos chegar ao ponto central do segundo livro depois de 250 páginas, quando foi montado todo o mistério pelo qual Lisbeth será envolvida. O mistério policial que Larsson cria é excepcional. Ele sabe prender nossa atenção e fazer o leitor querer desvendar o crime com as provas que ele joga na sua cara. A quantidade de detalhes faz um livro policial do Jô Soares parecer literatura de criança.

Além do mistério policial, este livro é mais focado em Lisbeth. Vamos conhecer mais a fundo esta personagem enigmática que provoca grande interesse. Vamos saber sobre sua infância, de porque ela está sob tutela do estado e mais segredos que foram trazidos do primeiro livro.

Para o autor, qualquer um pode realizar uma investigação criminal, não precisa ser policial para isto. Seja jornalista, empresa de segurança pessoal ou mera pessoa física. A polícia tem mais recursos disponíveis, mas se você tiver inteligência, perspicácia e perseverança, consegue se sair melhor.

O primeiro livro ainda é melhor como um todo. Mas este mantém a mesma qualidade e provoca o mesmo interesse pela leitura que seu predecessor. Se gostou do primeiro, pode ir para o segundo sem medo.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

O primeiro contato que tive com esta história foi através do filme norte americano de David Fincher que é excelente, adorei! Claro que surgiu a idéia de ler o livro. Como normalmente os livros são melhores do que os filmes baseados na literatura, então o livro teria que ser tão ou mais legal. Mas sempre tive uma resistência a ler obras que já tinha visto o filme. Ver o filme depois que leu o livro acho normal, pois sempre imaginamos as cenas que poderiam ser transportadas para as telas. Mas ver o filme e decidir ler o livro nunca me passou pela cabeça até este momento.

A história é bastante complexa e cheia de detalhes, então minha explicação geral sobre ela não afetará em nada a surpresa que alguém queira ter lendo ou vendo o filme. Um jornalista investigativo chamado Mikael Bomkvist é convidado por um milionário industrial para um serviço particular e extremamente bem remunerado. A sobrinha de Henrik Vanger, o patrono das empresas Vanger desapareceu há 36 anos. Desde então Henrik a procura com ajuda da polícia e de todo tipo de profissionais que o dinheiro pode pagar. Ele tem grandes caixas de material arquivado. Então ele tem um prazo de um ano para descobrir o que aconteceu com ela.

Ao mesmo tempo, o local onde aconteceu o desaparecimento é uma ilha onde a família Vanger reside que fica no norte da Suécia. Se a Suécia já é congelada, imagina o norte de lá! Mikael, por questões contratuais, é obrigado a residir em uma das casas da ilha para sua investigação e todos, inclusive membros da família, são suspeitos em ter dado um fim na menina. A partir daí Mikael começa a investigação, levantar provas e depoimentos, mas muita coisa já se perdeu no tempo. São 36 anos. Muita gente que estava presente na data do desaparecimento já morreu. E quase todas as idéias iniciais dele já foram cogitadas pela polícia na época. Nós como leitores nos imaginamos como ele conseguirá ter uma idéia original depois de 36 anos de pesquisa contínua. Henrik, já muito idoso, não quer morrer sem saber o que aconteceu naquele dia.

Mas a melhor personagem do livro é Lisbeth Salander. Se eu tiver uma filha algum dia quero dar o nome de Lisbeth. Ela, em algum momento, ajudará Mikael a desvendar o crime. Ela é uma jovem problemática, incapaz judicialmente e tem um tutor que é responsável por sua vida e integração social. Sua vida é cheia de problemas desde a infância, mas é extremamente inteligente. Ela tem uma memória fotográfica e um raciocínio fantástico. É um personagem cativante, quase uma anti-heroína. Li que o Stieg Larsson, o autor da obra, quando mais jovem testemunhou um estupro coletivo em uma mulher e na época não fez nada para ajudá-la, apenas observou. Ele nunca se perdoou e ao escrever este romance nomeou a personagem principal com o nome da mulher que foi estuprada naquele dia: Lisbeth.

Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas, como aquela do jogo Detetive em que os personagens e suspeitos são conhecidos e estão presos em uma casa. No livro eles estão fechados numa ilha e as possibilidades são limitadas àquele espaço. Basta ao investigador, e o leitor em conjunto, analisar todas as provas e tentar chegar ao culpado pelo crime.

Uma amiga do serviço disse que o filme sueco é bem melhor. Eu tive a oportunidade de assisti-lo e confesso que não achei nada demais. Na verdade gostei mais do filme norte americano, talvez pelo fato de ter visto ele primeiro. Mas fazendo uma análise entre os dois filmes, o norte-americano é mais fiel em minha opinião começando na escolha dos atores. A atriz Rooney Mara é a perfeita Lisbeth, que é bem magra, esquelética e faz uma interpretação bem anti-social do jeito que é descrito no livro. A sueca é mais voluptuosa. E o Mikael tinha que ser o Daniel 007 Craig mesmo. No livro ele é um cara mais velho, mas comedor. Ele traça pelo menos 3 mulheres durante a história. O ator sueco não agüenta nenhuma, tem cara que precisa do azulzinho. Aconselho o filme norte-americano.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Perseguição ao mago

Muita gente critica o Paulo Coelho dizendo que sua literatura é fraca, pobre e feita pra vender. Pra mim é opinião de quem se acha o super intelectual metido a besta ou que se acha pertencente a uma falsa elite. Tudo o que é popular cai no mesmo lugar, a crítica de que é pop sem conteúdo. Juntam-se a isto a apenas livros, mas músicas, filmes e qualquer outra forma de comunicação.

Vamos por partes. Os livros dele são sim mais fáceis, fato, o que não quer dizer que sejam menores. São escritos não numa linguagem muito difícil, fazendo com que boa parte dos leitores goste de lê-lo. Existem livros muito bons no mercado que são de difícil compreensão e acabam se tornando chatos. Não precisa ser baba, mas também não precisa ser uma tese de mestrado pra dizer que o livro é bom.

Uma constante em suas obras é ele dizer que mexe com magia e até na vida real se auto-intitular mago. Mago do que se ele não faz nada paranormal, certo? Errado. Ao ler seus livros vi que ele tem uma visão mais espiritual da vida como um todo, tudo o que faz ele dá certo valor místico como se o destino estivesse traçado, como se todas as suas ações fossem parte de sua jornada pessoal. Tem uma famosa frase que vinculam a ele: ”o universo conspirará para que você atinja seus objetivos”. Não acho que seja uma forma idiota de ver as coisas. Se uma pessoa quer alcançar algo, deve trabalhar para isto, ser otimista e ter perseverança. As coisas acabam dando certo se juntar todos esses fatores. Uns chamam de sorte, outros dizem que foi Deus que quis.

Aliás quem diz que Deus faz certo por linhas tortas e que uma folha não cai da árvore sem a permissão de Deus não pode criticar o Paulo Coelho por ser esotérico. São formas diferentes de ver o mundo, independente se você acredita nele ou não. Ai a gente já entra na questão religiosa da coisa. A crença pessoal não pode interferir na avaliação da leitura de uma obra, em minha opinião. Eu acredito no que acredito. Gosto de conhecer novas formas de pensar e posso ou não mudar a minha crença, mas não é por isso que estou lendo. Faz bem ler opiniões diferentes da nossa. Cabe a nós interpretar e decidir se aquela informação é válida ou não.

Não que ele não tenha escrito coisas boas. Os livros As Valkírias e Na Margem do Rio Piedra eu sentei e chorei são terríveis, péssimos mesmo. Não aconselho. Já outros são bons e acho que existe muito preconceito só porque ele faz sucesso no mundo todo.

sábado, 10 de agosto de 2013

Médicos em perigo

Li que o autor Frank G. Slaughter é médico e que se dedicou a escrever romances em um ambiente de hospital onde os médicos são os protagonistas de diversas histórias ao mesmo tempo em que exercem suas atividades profissionais. Eu não tinha grandes expectativas ao ler este livro. Peguei por acaso na minha estante e não sei como veio parar aqui em casa. Estava eu em um hiato entre dois livros e decidi pegar este pensando ser uma leitura mais leve e rápida antes de me aprofundar em outra mais complexa. Ele realmente é mais fácil de ler pela quantidade de diálogos em suas páginas. Em minha opinião, quanto mais diálogo, mais fácil de consumir uma obra. Mas a história em si eu pensei que seria um dramalhão de novela mexicana para coroas desquitadas, tipo livro de banca. Mas não é.

A história, superficialmente sem spoilers, é sobre o médico Mark Harrison, recém saído da faculdade que se demonstra muito competente e com um futuro promissor. Ele consegue um emprego dos sonhos próximo à praia e tem tudo o que pode desejar. Um emprego bom que paga bem, mulheres se derretendo por ele, um bom salário etc. O plot twist é quando por algumas razões descritas no livro ele acaba ficando viciado e dependente de narcóticos, drogas usadas no próprio hospital. A partir daí sua vida desmorona. Os amigos que ele estimava o abandonam. A mulher que amava dá um belo e doloroso chute na bunda. Tudo o que tinha se desfaz como por encanto. A ruína de um homem é mais dolorosa quando se tem tudo e em seguida não tem nada.

O autor apresentou um cenário interessante que eu nunca tinha parado para refletir que é o vício em remédios dos médicos. Se parar pra pensar é muito fácil para um médico ter acesso a estes medicamentos por estar no hospital e poder prescrever drogas pra qualquer um e ele ainda tem o conhecimento dos efeitos das drogas como ninguém. As chances de um médico se tornar viciado é muito superior às outras profissões e é o que o autor nos mostra através de sua experiência norte-americana. Ele apresenta alguns dados dos Estados Unidos bastante alarmantes, o que me fez imaginar de como será no Brasil. Se lá, controlado já é assim, já pensou na zona do nosso país como deve ser.

Outra coisa que o autor nos apresenta é de que devemos valorizar as coisas e as pessoas que realmente importam. Quando temos sucesso profissional e pessoal, a quantidade de gente interesseira aumenta e as possibilidades de ganhar mais dinheiro que você atualmente ganha também é convidativa. Não devemos nos render aos nossos ideais e o que realmente acreditamos. Somos seres humanos com personalidades únicas e devemos buscar nosso próprio destino. E daí que algo dá mais dinheiro se sou feliz ganhando menos, mas fazendo o que gosto? E daí que aquela piriguete é gostosa e está louca pra te dar se eu tenho uma mulher linda e que vale muito mais a pena a longo prazo? E daí que para crescer tenho que ir a um lugar feio se sou feliz em outro? São estas questões que ele põe na cabeça do personagem Mark e na nossa também como leitor.

O livro surpreende, pois no início não damos o menor valor e ele se demonstra mais do que um simples passa tempo literário. Ele coloca algumas questões que podemos passar no nosso dia a dia. Nota 3,5 no Skoob.

sábado, 27 de julho de 2013

Skoob – Repetição de livros

É viciante relacionarmos os livros que já lemos na rede social de livros, escrever resenhas, dar notas, ler a opinião dos outros e participar das discussões sobre literatura. Podemos colocar os livros que desejamos ler no futuro, marcar os nossos favoritos, os que estamos lendo, todas as opções possíveis. Eu estive pesquisando outras partes do site e existe um top100 das classificações que selecionamos. O Skoob pega as informações que todos inseriram em suas próprias páginas e mostra os livros mais lidos, mais desejados, que o pessoal mais está lendo, super legal.

Harry Potter e série Crepúsculo são poderosos. Os sete livros da série HP e 4 da série crepúsculo estão entre os 11 livros mais lidos pelos brasileiros que usam a rede social. Números impressionantes. Acredito que isto se deve ao local onde esta pesquisa se passou: a internet, onde a maioria dos usuários provavelmente seja de um público mais jovem.

Mas percebi que independente da categoria, os livros se repetem absurdamente. Existem livros que aparecem como os mais lidos, mais desejados, que está mais sendo lidos como, por exemplo: A Menina que Roubava Livros, é o 14ºlivro mais lido, o 3ºque o pessoal está lendo, o 1ºque as pessoas mais querem ler, é o livro mais desejado e o segundo favorito.

Podemos usar a mesma idéia para outros livros Best seller como:
- A Cabana: 18ºMais lido, 5º está lendo, 9ºvou ler, 22ºfavorito
- O Caçador de Pipas: 19ºmais lido, 45ºestá lendo, 30ºvou ler, 19ºFavorito
- O Pequeno Príncipe: 12ºmais lido, 74ºestá lendo, 67ºvou ler, 9ºmais desejados, 8ºfavorido.
- Anjos e demônios: 16ºmais lido, 37º estão lendo, 40ºvão ler, 41ºmais desejados, 27ºfavoritos.


Chego a uma conclusão que a grande maioria das pessoas lê os mesmos livros que as outras, não diferem muito. Podemos citar uma lista de 300 livros que uns 90º já leram, estão lendo ou desejam ler. É a ditadura dos Best Sellers, quem está comprando livros sempre procuram pelos mais vendidos ou os que estão nas prateleiras sendo expostos, escolhidos a dedo pelo livreiro ou pelas editoras para ser o carro chefe de vendas. As pessoas só querem ler o que os outros já leram e aprovaram, não querem ficar por fora de uma conversa sobre o livro do momento, da moda. Estar numa rodinha de amigos onde todo mundo já leu um determinado livro e apenas ela não deve ser chato.

Não vejo problemas em ler esse tipo de literatura, só acho que as pessoas não devem ler APENAS estes livros, ignorando outros que são mil vezes melhor e para um seleto grupo de fãs. Deveria haver uma maior pluralidade entre os livros lidos e também disponibilizados pelas livrarias. O melhor lugar para procurar por novas obras ainda é o sebo, onde estão exposta todas as obras independentemente se são Best Sellers ou não.

domingo, 21 de julho de 2013

O Cemitério

Livro do aclamado escritor Stephen King, me disseram que era o melhor que ele já tinha escrito. Não concordo. O melhor que li até hoje do autor é a Dança da Morte. Mas posso dizer que em matéria de terror talvez os críticos tenham razão em dizer que a tensão que a história cria no leitor vai de um modo crescente do início até culminar na parte mais medonha do final.

É difícil comentar este livro sem soltar alguns spoilers mínimos para o entendimento da história. Acredito que a maioria já sabe que a história se trata de um cemitério indígena específico onde o que se enterra volta à vida. Pra resumir, o gato deles é morto então eles enterram neste cemitério e o gato volta a viver, mas vira um morto vivo bem sinistro que causa arrepio em qualquer pessoa. Parece ser um gato do mal, não é o mesmo de antigamente. Logo depois o filho do casal, Gage, é morto e o pai em estado de loucura tem a estúpida idéia de enterrar o filho. As conseqüências serão terríveis.

A minha crítica ao livro é que ele demora muito pra engatar. Talvez eu tenha sido afetado por já saber o que vai acontecer. Entre a morte de Gage e a parte em que Louis Creed resolve enterrá-lo no Cemitério leva umas 200 páginas de blábláblá. Tudo poderia ter sido resolvido mais rapidamente. Já a melhor parte da história, a qual estávamos todos prontos esperando para nos deliciarmos, a volta de Gage, se passa rapidamente e termina em 20 poucas páginas. É uma brochada!

Assisti ao filme antes da leitura do livro e devo dizer que ele é bem adaptado, não falta nada na tela que esteja na história original. Mas o fato de eu já ter visto o filme pode ter tirado boa parte da apreciação da obra.

Livro: O Cemitério
Filme: O Cemitério Maldito
Música: Pet Semetary - Ramones

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Livro Gigante

Aparentemente tomei gosto pelos livros grandes. Desde o ano passado por coincidência tenho pegado livros longos para ler, coisa que eu sempre evitava fazer por pura preguiça. Sei que tem muita gente que faz isso, quando olha para um livro muito grosso já torce o nariz e desiste de lê-lo. Pena, pois podem estar perdendo muito apenas por pura preguiça.

Ano passado comecei na aventura dos livros grandes com o de George R.R. Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo, com o carro chefe da série Guerra dos Tronos. Até então era o maior livro que tinha lido com 580 páginas e letras miúdas, adaptado a série de televisão da HBO com sucesso. Sua seqüência foi maior, no livro A Fúria dos Reis subiu para 620 páginas, imenso e que dava mais profundidade e abrangência à história. Em seguida ataquei o sucesso do Eduardo Spohr A Batalha do Apocalipse, com 640 páginas em sua edição especial de capa dura. Depois desta trinca, voltei um pouco aos livros menores.

Este ano peguei um livro na biblioteca sem vê-lo e quando chegou nas minhas mãos me assustei e quase desisti de ler, mas encarei e tenho como um dos melhores deste ano. A Dança da Morte de Stephen King ainda consta como o maior livro que li, com 940 páginas, um caminhão tanque. Desde o ano passado eu comprei o terceiro livro de Martin intitulado A Tormenta das Espadas, um calhamaço de 879 páginas e que estava enrolando pra começar. Adiei, adiei e fui lendo outros livros menores deixando este para mais tarde. Mas enfim resolvi encarar agora.

A Tormenta de Espadas é um livro muito grosso e difícil de carregar e manejar. Tenho por hábito ler no trem a caminho do serviço e com o acúmulo de pessoas tenho dificuldade de simplesmente segurá-lo a minha frente, deve ter mais ou menos um quilo.

O engraçado é ver as pessoas abismadas com o tamanho da obra. Muitos o encaram com perplexidade e não entendem como alguém em sã consciência se disporia a ler uma coisa tão grande. Um colega disse que eu estava lendo a lista telefônica. Meu sobrinho disse que parecia um dicionário. Minha irmã disse ao meu sobrinho que nenhum professor obrigou a ler este livro e eu mesmo que fui até a livraria e comprei. Ele ficou abismado. Hoje no ônibus um cara comentou alto pra mim “haja folego hein” sem nem me conhecer. Depois que saiu ainda exclamou “Deus me livre”.

Confesso que é difícil ler uma obra dessas. Mas em todos esses livros que li até hoje são excelentes e até sinto pena de quem não tem a oportunidade de conhecer. Carregar um trambolho desses é incômodo, mas o e-book está ai pra isto. O Martin, louco, está escrevendo o sexto livro da série e já tem 1.500 páginas escritas. Acho que desta vez ele só lançara em formato digital, pois ler um livro desses se torna realmente impraticável. Na pior das hipóteses, ainda serve como travesseiro e calço.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mentes Ansiosas

Medo e ansiedade além dos limites

Achei este livro perdido na estante de casa lido por algum membro da minha família e resolvi lê-lo quando estava no intervalo de alguma outra leitura. Me considero bastante ansioso, provocando alguns problemas pra mim como o excesso de peso, já que como até sem fome, e nervosismo para que as coisas se acelerem. Acho que tudo é lento demais, mas acaba me atrapalhando a concentração e o foco. Achei que encontraria a resposta neste livro. Não foi exatamente o que encontrei, mas a autora tenta descrever todos os comportamentos de uma pessoa neste estado.

A descrição de problemas nos faz perceber o quanto estamos errados, pois ao ler parece que estamos lendo os problemas de outra pessoa, mas acontece que são os mesmos problemas que nos atinge. Quando lemos problemas dos outros, geralmente temos a atitude prepotente de saber o que fazer. Ao propor ações para a resolução dos problemas nos sentimos superiores. É curioso quando fazemos isto, mas percebemos que estamos ajudando a nós mesmos.

A autora não lidou com o assunto do jeito que eu pensei. Ela fez uma análise de todos os tipos de transtornos que uma pessoa pode ter que envolva a ansiedade. Resumidamente, todo tipo de transtorno tem uma fonte: o medo. Não importa o quão ansioso você seja, ele provém de algum medo de sua vida. Ela começa com a simples ansiedade indo para o transtorno do pânico, o caso mais forte, até chegar ao agorafobia, que deve ser o caso mais forte de medo social onde a pessoa não consegue nem sair de casa.

Percebi que todos os tipos de transtorno que ela cita em seu livro derivam de um comportamento e um sentimento normal na vida de qualquer ser humano. Para se viver em sociedade, temos que ter vários tipos de atitudes na vida para sobrevivermos. Devemos respeitar os horários, tomar banho, sair de casa na hora certa pra chegar ao serviço, checar se a porta está trancada antes de sair, olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, ter cuidado para não pisar num buraco no chão, ter cuidado com cachorros soltos na rua, ter cuidado com bandidos na rua e não ficar expondo seu dinheiro, etc. O problema é quando todos estes cuidados se tornam obsessivos atrapalhando sua vida normal. Li um relato de uma mulher que achava que seus dentes estavam sempre sujos, então os escovava sempre. É um comportamento saudável cuidar dos dentes. Mas ela escovava tanto que perdeu alguns dentes e ficou com problemas na gengiva.

Eu acho alguns comportamentos necessários em uma cidade grande como São Paulo ou Rio de Janeiro. Só andando alerta é que se evita muitos assaltos. Mas a gente acaba perdendo a tranqüilidade da vida vivendo 100% alerta.

Já a solução da autora em todos os casos é psicoterapia cognitivo-comportamental, ou seja, consultas ao psicólogo ou psiquiatra. Em alguns casos ela diz que o uso de remédios é necessário.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Protocolo Bluehand: Alienígenas

Sou fã do podcast Nerdcast e não deixo de baixar seus programas toda sexta feira. Para quem os conhece, além do Azaghal e do Jovem Nerd, os convidados para participar do programa e amigos dos fundadores do site são muito bons e cada um tem uma particularidade especial. Um dos integrantes, o Bluehand, conhecido por seu grande conhecimento em ciências e história, inventou o protocolo bluehand na brincadeira, que consiste em um suposto livro de regras para sobreviver em um apocalipse zumbi, assim como fizeram no filme Zumbilândia.

Em muitos programas eles brincaram com a idéia e diziam para em caso do aparecimento de zumbis na vida real, que procurasse imediatamente Bluehand. Este ia chegou! Zumbis? Não. A criação do tal protocolo. Mas para confundir mais ainda as cabeças dos ouvintes e leitores, eles criaram um livro de regras para enfrentar outro inimigo: uma invasão alienígena. Baseado muito em filmes de ficção científica e terror, estes filmes de zumbis e alienígenas trazem grande prazer para uma boa parte do público, eu incluído. O livro serve bastante como recapitulação e muitas coisas abordadas em alguns dos melhores filmes.

Não tive como não comprar um exemplar do livro. A curiosidade era muita. Mas minha expectativa apesar de grande, estava esperando um livro mais popularesco, mais uma reunião de várias cenas de filmes, quadrinhos e livros sobre o assunto, mas me surpreendi com a pesquisa feita. Acredito que um dos autores, o Eduardo Spohr teve grande participação neste quesito.

Para os amantes da ufologia, este livro traz bastante informação sobre os relatos de vários acontecimentos envolvendo governos do mundo como o norte-americano, o soviético e o chinês, cada um tendo pesquisas e experiências com entidades extraterrestres. Como estes três países têm programas espaciais, provavelmente deve ter tido contato com algumas coisas muito estranhas no espaço. Mesmo sendo aficionado pelo assunto, nunca tinha ouvido falar sobre os programas espaciais russos e chineses relatados nos livros. A gente acaba recebendo muita coisa dos Estados Unidos e ignora a contribuição do resto do mundo.

Outra contribuição do Spohr é a reunião dos 6 tipos de alienígenas já avistados e reportados na história da humanidade, separados e catalogados. Cada um com comportamentos específicos e motivações diferentes. Eles separaram de um jeito muito parecido com o que Spohr fez na Batalha do Apocalipse com os anjos. Assim como os Deuses eram Astronautas, reuniram várias histórias de nossa pré-história para encaixar os tipos de alienígenas visitantes em cada uma das civilizações da antiguidade. E de acordo com o livro, todas as espécies são evil, do mal. Nenhuma é como o ET que só vem fazer o bem. E cada uma tem um nível de maldade, uns mais agressivos do que os outros.

No final tem varias informações de o que fazer quando a tal invasão alienígena acontecer, o famoso protocolo Bluehand. Acredito que pode ser usado pra qualquer invasão, tanto alienígena quanto zumbis e, vou além, qualquer invasão humana também. Se a Argentina resolver invadir o Brasil com um exército nazista querendo matar todos os brasileiros, podemos usar este protocolo para a sobrevivência da população civil.

Acredito que seja um livro de nicho, só quem gosta do assunto irá procurar esta leitura. Mas grande parte do livro diz sobre a história dos governos em esconder muitas informações de investigações reais sobre óvnis e que estão em documentos divulgados. Mesmo que não aprecie histórias fictícias de alienígenas, esta parte é muito interessante para qualquer um.