sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Desmaterializando

O conceito da desmaterialização é fascinante. Ficou mais conhecido através do seriado de Jornada nas Estrelas onde os tripulantes da nave estelar Enterprise entravam em um compartimento, acionava alguns mecanismos e seu corpo se dividia em moléculas que eram levadas pelo espaço até o destino final, o planeta em que estavam orbitando. Era um upgrade fenomenal para a sociedade dos anos 60 e continua sendo pra nós que ainda não dominamos esta tecnologia apesar de já ter vários estudos sobre isto. O curioso é que foi inventado porque os produtores não tinham muito dinheiro para investir na série. A intenção dos roteiristas era ter uma nave auxiliar menor que faria o transporte dos astronautas para o planeta e toda esta tomada requeria um grande investimento em efeitos especiais. Gene Roddenberry, o criador de Star Trek, então sugeriu: “por que eles não simplesmente aparecem no planeta?” Foi ai que inventaram o tele transporte.

No cinema o conceito da desmaterialização ainda foi explorado no filme A Mosca. Existiam dois casulos, um de entrada e outro de saída. Em um dos testes, além do ser humano, entrou uma mosca dentro do casulo. Suas moléculas foram divididas juntas e quando o corpo foi materializado do outro lado os corpos se fundiram em um só organismo. O que se acontece a seguir é uma mutação terrível tanto de corpo quanto de mente, filme excelente para amantes de ficção científica e terror.

No mundo real, fora do universo do cinema, há experimentos de desmaterialização reais onde conseguem transferir objetos. Alguns dizem que além de moverem de lugar, podem movê-los no tempo também, um movimento espaço-temporal. Até hoje só fizeram com objetos inanimados. Há uma discussão séria sobre usar seres vivos e mais na frente com humanos. Em teoria, ao desmaterializar alguém, você está o matando. Quando materializar em outro lugar, é uma nova vida que está surgindo. Qual é a implicação deste conceito em nossa sociedade retrógrada? E os conceitos religiosos? Dizem que temos uma alma conosco. Ao desmaterializar, a alma não deixaria o corpo? Será que ela voltaria para o mesmo ou ficaria presa nas moléculas separadas? E quanto ao enfoque filosófico? É certo realizar este tipo de procedimento? Há muitas dúvidas.

Pra mim, a desmaterialização pode ser comparada com os estados físicos da água. Sabemos que a água pode adotar 3 tipos: O sólido, o líquido e o gasoso. É a mesma coisa de transformar nossos corpos em moléculas e transportar pelo espaço. Eu sou totalmente a favor de experiências com isto. Claro que primeiro temos que ter certeza se a operacionalização disto é confiável. Ouvi falar que os testes com objetos vivos como frutas ou camundongos foram terríveis, fazendo aparecer um monte de carne morta do outro lado. Temos que ter certeza que sairemos vivos do outro lado e com nossas consciências intactas.

Existe também a teoria de que as futuras viagens pelo espaço só poderão ocorrer através de um tele transporte. A galáxia mais próxima de nós é Andrômeda, que está a 2.900.000 anos-luz. Ou seja, se viajássemos na velocidade da luz (a maior velocidade que nós humanos conhecemos e que não temos ainda tecnologia para alcançar) levaríamos 2 milhões e novecentos mil anos para chegar lá. Ou seja, impossível né. Através de uma desmaterialização, conseguiríamos chegar lá em segundos. Claro que teríamos que ter outros tipos de avanço tecnológico além do tele transporte, mas isto é para outro papo.

Vamos Sonhar com um mundo desses onde este aparelho fosse real e tivéssemos acesso a ele.

Um comentário:

  1. Nunca pensei em desmaterialização sabia?
    Big Beijos e bom carnaval.

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