quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Jogos no Parque

O serviço está puxado, mas perto de outros momentos que eu já passei está bem tranqüilo, não teria sentido de eu sonhar com o que eu sonhei. Estávamos todos em um parque de diversões, mas era um daqueles parques antigos, pequenos de cidade do interior com um carrossel, umas barraquinhas de pescar o peixe de brinquedo, maçã do amor e outras mais. Era quase uma quermesse mais bem produzida. Tinham várias pessoas do serviço lá e este sonho veio logo em seguida de outro que eu tive sobre animais. Então no meio do parque de diversões tinha atrações de circo também, macacos, elefantes, leão para o domador fazer loucuras, e o cheiro de coco de bicho com ração era presente como se estivéssemos no zoológico. Tinha sujeira pelo chão no local inteiro, uma mistura de palha com ração para animais por todo o lado.

Em uma das banquinhas de atrações tinha aquela famosa brincadeira onde um cara fica sentado em um banquinho em cima de uma piscina com água e o visitante do parque atira a bolinha no alvo. Se acertar em cheio, o banquinho abaixa e o cara que está em cima toma um banho. Uma brincadeira bem masoquista e divertida. Hoje em dia até tem em alguns lugares, mas o pessoal, politicamente correto, é menos maldoso e coloca bolinhas de plástico no lugar da água.

Não sei por que eu já estava escalado para ser um dos que se sentaria no banquinho. O sistema era o seguinte. A pessoa sentava e o outro jogava apenas uma vez. Se errasse, a vítima poderia descer e dar lugar a outro para tentar a sorte. Tinha uma fila tanto de vítimas quanto de atiradores e eu estava torcendo para que errassem o tiro e me safar. Influenciado por essa coisa de animais, os atiradores queriam jogar uma bolinha de ração no alvo. Eu achei totalmente ridículo a cena porque a bolinha era muito leve, mal chegava ao alvo e ia esfarelando no ar. Batia na parece sem qualquer força. Eu falei que não fazia nenhum sentido e que jogassem com a bola normal.

Um detalhe era que eles colocavam coisas diferentes na piscina. Quando chegou minha vez eles já tinham decidido colocar uma calda de chocolate, dessas que a gente coloca em cima do bolo. Uma piscina de uns 2 metros cúbicos de água cheinha de chocolate. Apesar de achar que eu iria me safar, estava muito preocupado em cair no chocolate. Imagina a dificuldade em se limpar depois. Eu não tinha levado roupas extras, então teria que me contentar em me limpar com um paninho e depois continuar o passeio todo sujo. Eu disse para os organizadores que eu não gostava de chocolate e que substituíssem por outra coisa. Ai eles disseram que se não fosse isso, seria uma calda de doce de leite. Eu adoro comer, mas cair num desses deveria ser muito horrível. Ai eu comecei a me imaginar caindo nesse doce de leite que apesar de cremoso, era mais grosso e mais difícil de limpar.

Quando vejo as pessoas se acotovelando para jogar a bolinha, percebi que quem ia tentar acertar o alvo era a minha chefe. Ai volto para a questão inicial de o que significa isto. A atual chefe é legal e não teria o porquê disto. Não me sinto uma vítima e a chefe uma atiradora. O sonho nunca terminou, não cheguei a ver se ela acertaria e não tive a experiência de cair no doce de leite. Mas o sonho é emblemático. No dia seguinte contei o sonho pra chefe e enquanto contava ela pensou que fosse o contrário: ela no banquinho e eu atacando a bolinha. Enfim. Será que esse negócio de cair no doce é um medo de voltar a comer que nem um louco e jogar a dieta pro saco? Vai saber.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Recebendo estranhos e animais

Sonhei que eu tinha uma casa com porão e chegou um casal sem teto precisando de ajuda não sei por qual motivo. Eu os acolhi e levei pra baixo e tentei instalá-los no porão para que ficassem por lá. Eles tinham dois bichos de estimação: um cachorro e outro animal que não sei dizer, mas parecia com um furão misturado com cobra. Eu adoro cachorros e brincava com este que eles trouxeram, mas eu odiava aquele outro bicho, não queria ele na minha casa.

O casal era legal e simpático e o cachorro era ótimo, eu os manteria por lá o tempo que fosse, mas queria me livrar daquele furão/cobra. Quando pegava o bicho em minhas mãos minha vontade era de esganá-lo, mas o casal não saia de perto. E eu não queria me indispor com eles, então resolvi que a saída era envenenar esse bicho. Busquei uma comida e coloquei numa vasilha de cachorro para alimentar os dois animais. Eu não queria matar o cachorro também, então peguei um pouco da ração com uma colher e joguei o veneno para dar pro furão/cobra.

Na minha cabeça eu temia que eles descobrissem que eu tinha matado aquele animal e chamasse a polícia, então teria que dar a comida envenenada e me livrar de todas as provas da existência do veneno. A colher era fácil de se livrar depois do bicho comer um pouco da ração. E minha maior preocupação era de uma gota de veneno cair na vasilha de ração no chão, pois seria uma evidência que a polícia poderia verificar depois e confirmar minha culpabilidade.

Na vida real o único animal que não me simpatizo muito é gato, mas eu nunca faria uma maldade dessas de matar o bicho. Achei curioso que eu estava tentando cometer um delito e me preocupando com as conseqüências de ser preso. O fato de eu estar matando algo não era problema nenhum, na verdade era um alívio de me livrar daquela coisa.

E o fato de eu acolher dois desconhecidos pra minha casa foi uma coisa surreal. Lembrei-me de uma cena do filme A Corrente do Bem onde o Haley Joel Osment, o menino do Sexto Sentido, faz a mesma coisa com o Jim Caviezel, morador de rua drogado, mas gente boa. O porão da minha casa no sonho se parecia bastante com a garagem do moleque do filme.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Interpretar sonhos é possível?

Eu gosto de escrever meus sonhos, pois acho uma fonte de histórias riquíssima. Se eu soubesse transformar este material bruto em textos mais romanceados e atrativos para o grande público, seria ótimo. São histórias sem pé nem cabeça. Muitos já teorizaram sobre os sonhos, mas muito do que dizem acho besteira, superstição, charlatanismo. É como a indústria da astrologia.

Difícil saber o que significam os sonhos. As vezes tenho dúvidas se eles realmente significam alguma coisa ou são imagens aleatórias sem sentido. Acho que eles se formam baseados no que a pessoa está sentindo recentemente, mas seu alcance é limitado. Por exemplo, se a pessoa teve um dia ruim, à noite o sonho pode estar mais confuso e carregado. A influência da vida no sonho vai mais por ai em minha opinião, sentimento imediato.

Tem gente que acha que o sonho analisa muita coisa pregressa, as aspirações, o sentido para o qual estamos indo. Acho muito difícil. Tem sonhos que eu apareço matando alguém, algum animal ou um monstro, nem por isso significa que sou violento na vida real. Nos sonhos podemos moldar e fazer o que quiser.

Quando tempos esta consciência enquanto está acontecendo, é maravilhoso. Mas eu quase sempre acho que o que está acontecendo é real e não consigo aproveitar a experiência como poderia. É como acontece no filme “Abre los ojos” em que o personagem está preso em um sonho onde poderia ter experiências maravilhosas, mas que sua mente leva para um lado bem trágico por não ter consciência que é um sonho.

Alguns acham e interpretam sonhos como se fossem previsões do que vai acontecer. Acho que não acontece assim, apesar de que a mente humana é muito complexa e cheia de mistérios. Quem tem alguma visão do que vai acontecer é porque já tem essa capacidade presciente bem desenvolvida de nascença. Mas um sonho onde encontro fulano não quer dizer necessariamente que vou encontrá-lo no dia seguinte. Um dia acordei com uma imagem na minha cabeça, minha mão cheia de sangue escorrendo pelos meus pulsos, mas não sabia o que tinha acontecido antes pra chegar à isto. Passei o dia esperando algo de ruim acontecer comigo ou com alguém próximo, pois a imagem era bem forte. Nada aconteceu. Foi simplesmente um sonho.

Pensei em pesquisar melhor pra saber o que as pessoas entendem por interpretações de sonhos. Mas num segundo pensamento, o que esses pseudo entendidos do assunto sabem? São simplesmente humanos que também tem curiosidade no assunto e desenvolvem teorias, mas saber mesmo ninguém sabe. É como acreditar em Deus. Alguns acreditam, outros não e nenhum dos dois tem certeza da sua escolha, é apenas fé, nada comprovado. Pode existir um milhão de argumentos para os dois lados, mas no final a pessoa vai acreditar no que quiser.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Cada um no seu ritmo

Quando pratico exercícios, seja na academia quanto em corridas de rua ou ciclismo, procuro sempre melhorar meu estado, sempre em busca de uma evolução. Esta é a minha meta: evoluir sempre. Não importa o quanto dure. Pode ser que eu demore muito pra atingir uma posição onde outro alcançou mais rápido. Cada pessoa tem seu próprio tempo, seu ritmo. Mas o importante é sempre buscar um pouco mais, nunca se acomodar.

Sou competitivo. Mas também sou realista. Não adianta eu tentar superar alguém que está em um estágio superior ao meu. Se eu ganhar dele, provavelmente foi sorte. Acredito na competência e no esforço pessoal. Claro que tudo na vida depende do caso. Tem coisas que não é apenas esforço individual, mas em outras sim. No caso dos esportes acho que depende exclusivamente de nós mesmos, independente se o outro cara tem equipamentos melhores. Temos exemplos suficientes na vida onde mostram pessoas humildes, mas determinadas, que superam o melhor aparelhado.

Acredito que devemos em primeiro lugar superar nós mesmos. Eu sou meu adversário e eu quero ser melhor do que fui ontem. Estou em disputa com outro eu imaginário e ele está ganhando. Eu sei que se for persistente, consigo ser melhor. Se eu levanto 10kg hoje e me sinto bem, busco levantar 12kg amanhã e sofrer um pouquinho mais. Se eu corro 10km em 1 hora, vou tentar baixar para 55 minutos. Nunca devemos nos acomodar com uma posição de conforto, senão nunca iremos progredir. A sensação de conseguir melhorar uma marca é muito bom, melhora a auto-estima e por tabela melhora nossa saúde.

Apesar de competitivo, nunca fui de invejar o outro. Quando vejo alguém melhor que eu, busco repetir seus passos para um dia ser como ele. Eu admiro pessoas de sucesso. Outro dia vi um cara levantar mais de 150kg no supino e fiquei impressionado. Eu mal consigo levantar 50kg e já estou de língua de fora. Um dia quero ser igual a ele e vou me esforçar para tal.

Quando vejo alguém pior que eu, não o deprecio. Eu também o admiro por estar tentando superar suas dificuldades estando num estágio abaixo do meu. Sei que se ele tiver disciplina chegará onde estou hoje. E ele não deve tentar dar um passo maior que a perna, deve seguir seu próprio ritmo e sempre forçar um pouquinho a mais quando se sentir bem com a carga que está tendo. Cada um está tentando galgar posições em busca da perfeição. Ninguém alcança, claro, ninguém é perfeito. Mas acho que o objetivo na vida é sempre tentarmos correr atrás.

Entretanto, apesar de boas intenções, devo confessar um pequeno guilty pleasure. Um dia chegou um cara marrento, olhando os pobres coitados com desprezo e com uma roupa de grife, luvinha de quem puxa ferro, todo com uma banca de gostosão. Mas quando foi fazer o exercício “remada alta”, percebi que eu conseguia levantar mais do que ele conseguiu nas três séries que executou. Cadê o bonzão agora. Deu certo orgulho de conseguir alcançar mais do que ele naquele momento.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Retrospectiva - Livros 2013

Li menos em 2013 e relação a 2012 infelizmente. O curioso é que não em quantidade de livros e sim no volume de escrita baseado em páginas. É muito fácil ler vários livros, se forem finos. Quero ver ler a mesma quantidade de livros grossos. Eu avalio se li mais ou menos dependendo da quantidade de páginas. Em 2012 li 26 livros ou 9.308 páginas, uma média de 25 páginas por dia. Em 2013 li 31 livros, cinco a mais que o ano passado. Um incauto diria que foi melhor, mas estes 31 livros deu uma quantidade de 7.398 páginas ou 20 por dia. Uma queda grande. Uma das explicações é que voltei a ler quadrinhos também, 10 para ser exato, o que ocupou um pouco o tempo que tinha disponível para livros.

Dos livros lidos ano passado, onze foram de não ficção e vinte de ficção. Quatro de Fantasia e sete de ficção científica. De todos, 13 foram livros emprestados e provavelmente não programados. Alguns eu até tinha intenção de ler mesmo, mas outros foram novidades na minha programação prévia e agradáveis surpresas. Segue a lista final em ordem cronológica com as respectivas notas de 1 a 5 dadas por mim no skoob:

5 - Tormenta de Espadas
4 - Crônicas Marcianas
3 - Branca dos Mortos e os Sete Zumbis
3 - O Pequeno Príncipe
5 - Fahrenheit 451
5 - Filosofia da Ciência
3 - O Viajante do Tempo
5 - O Retorno e Terno
3 - Dragões de Eter 1 - Caçadores de Bruxas
5 - Noites Brancas
3 - Jogo Perigoso
4 - Guia Politicamente Incorreto da América Latina
3 - O menino do pijama listrado
5 - Duna
4 - Duas Narrativas Fantásticas
3 - A soma e o resto
3 - Guia Politicamente Incorreto da Filosofia
4 - Os Messias de Duna
4 - A insustentável leveza do ser
4 - Carcereiros
4 - Crash
4 - Antonio Ermírio de Moraes
5 - Filhos de Duna
3 - Não se desespere
3 - Mercado de Cambio Brasileiro e Cambio de Exportação
4 - Rainha do Castelo de Ar
2 - Honoráveis Bandidos
4 - Filhos do Fim do Mundo
4 - Sonhos de Robo
3 - O Segredo de Luisa

Quadrinhos

5 - Maus
5 - Gen Pés Descalços - Uma história de Hiroshima
5 - Gen Pés Descalços - O dia seguinte
3 - Gen Pés Descalços – A vida depois da bomba
3 - Gen Pés Descalços – O recomeço
5 - Fracasso de Público - Heróis Mascarados e Amigos Encrencados
5 - Fracasso de Público – Desencontro de Titãs
4 - Fracasso de Público - Adeus
4 - Sandman - Preludios e Noturnos
3 - Cicatrizes