sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

4º Iron Maiden Run – Run to the Hills

De volta às ruas pra correr ouvindo o bom e velho Iron Maiden. Hoje, The Number of the Beast, um álbum de 1982 que fez história e é considerado o melhor de todos por muita gente, inclusive eu. As músicas sofreram grandes mudanças em relação ao tempo de Di’anno, uma evolução para se encaixar na voz do novo vocalista Bruce Dickinson, coisa que veríamos novamente do Blaze Bayley. Mas isto é uma história para outro dia.

A preguiça era imensa e eu já tinha protelado muito tempo. Por causa disto, resolvi enfrentar logo e correr, colocando meus planos em ação. O sol estava rachando, neste verão infernal, já era 10 a.m., mas ou eu corria esta hora ou não corria mais. Melhor tarde que nunca.

O disco The Number of The Beast deve ser o que eu mais ouvi na vida, fazendo com que eu saiba letras das músicas do álbum de cor. O problema é cantar correndo, coisa que ainda não tenho fôlego pra fazer. Depois da experiência de uma corrida de rua com um álbum tão conhecido por mim, cheguei à conclusão que para estes tipos de discos devemos colocar no modo ramdom para embaralhar a seleção das músicas. Dá um pouco de surpresa de qual vem em seguida e muda um o cenário. Mas mesmo assim é uma excelente seleção para corridas. O único problema é que ele é extremamente curto, apenas 40 minutos. Se você pretende ouvi-lo durante uma corrida de 10 km, ou aceite o fato que ouvirá as músicas pelo menos duas vezes ou inclua novas faixas para completar o percurso. Como a minha proposta é um álbum por corrida, aceitei o fato de ouvi-lo duas vezes.

O disco começa com uma porrada, Invaders, que fala sobre uma batalha entre Vikings e Saxões, na qual os Vikings saíram vitoriosos. As letras sobre guerra se tornarão muito comuns na carreira da banda. Essa é pra acordar mesmo e dar um ânimo no início da corrida.

Logo depois vem Children of the Dammed, uma balada excelente que não nos faz perder o ritmo. Outro fato que se tornará recorrente é a inspiração de filme e livros nas letras da banda. Esta se inspirou num filme de 1960 onde crianças detém poderes paranormais. Não vi este, mas assisti o remake do John Carpenter de 1995 que é excelente. Mais uma música baseada em filme é The Number of the Beast, inspirada em A Profecia, que eu vi quando criança e quase me caguei de medo. Não sei se produz o mesmo efeito hoje, mas é um clássico assim com a música.

A minha degustação das músicas era eventualmente atrapalhada por causa das inúmeras pessoas que lotaram a pista de caminhada e andavam sempre em dupla ou trio, impedindo minha passagem. Eu tinha que pular várias vezes pro meio da rua pra ultrapassá-las, pois não se tocavam que tinha gente mais rápida que eles. Até entendo, mas não aceito. Fui criado com um mínimo de respeito pelo espaço dos outros e gostaria de receber o mesmo tratamento, mas infelizmente isto não é possível. Teve um cara que atravessou a rua e entrou bem na minha frente vendo que eu estava correndo, me fazendo frear e interromper meu percurso, então e voltei a correr. Logo à frente vejo ele correndo mais rápido que eu e me ultrapassando, até ai tudo bem, que ele vá na paz. Mas depois de me passar uns três metros ele começa a correr mais devagar bem no meio do caminho, me atrapalhando de novo. Parece perseguição. Lá vai eu pro meio da rua de novo.

As letras das músicas é um ponto forte do Iron Maiden e as minhas duas preferidas do disco dão as seguintes: The Prisioner apesar de falar sobre uma série de televisão de mesmo nome me lembrou bastante do filme Thx 1138 pelo fato dos prisioneiros receberem números no lugar dos nomes. 22 Accadia Avenue fala sobre a ida dos caras da banda num puteiro, exatamente na Avenida Accania número 22. O legal é que a letra debate a situação da prostituta Charlotte, não condenando nem elogiando.

Run to the Hills é a música chave pra corrida por falar em… correr, claro. Além da música ser boa, a letra é interessantíssima que fala sobre a invasão da Grã-Bretanha na América e do massacre que eles fizeram em relação aos índios. A primeira estrofe da letra é focada no ponto de vista dos índios, enquanto o resto é sob o ponto de vista dos ingleses. Enquanto o seu início é de desespero e tristeza por ver suas terras invadidas e seus familiares mortos, o final é glorioso, com grandes soldados trazendo o progresso para terras sem lei.

Todo álbum do Iron Maiden tem uma música menos legal, nenhum é perfeito, nem este. Eu odiava a música Gangland antigamente e sempre pulava sua audição. Mas com o tempo fui percebendo que ela é boa, apenas a introdução na bateria que é fraca. Mesmo assim ainda permanece como a pior do disco. E o final vem Hallowed be thy name, considerada por muitos a melhor música da banda. Não sei se é a melhor, coisa muito difícil de dizer para um fã, mas com certeza é uma das melhores.

Apesar de ser o melhor álbum do Iron Maiden, não achei muito bom pra uma corrida, principalmente pelo tempo curto das faixas e porque eu já tinha ouvido demais as músicas. Acho que elas se dariam melhor numa coletânea e não apenas o álbum. Enfim, é minha opinião.

Percurso City América - http://t.co/5ZKVwKwKIM

- Quilometragem: 11,55 km
- Tempo: 1:06:36
- Ritmo médio: 5:46
- Calorias gastas: 985

- Quilometragem total: 41,55 km
- Tempo total: 4:06:28
- Ritmo médio total : 5:54
- Calorias gastas total: 3.459

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

3º Iron Maiden Run – Paul Di’Anno Days

A Terceira corrida que fiz em homenagem ao Iron Maiden foi na esteira mesmo. No dia anterior havia chovido muito em São Paulo, como quase toda tarde de janeiro, e fiquei com medo de chover durante minha corrida e danificar meu celular. Então fui na segurança do ambiente fechado e testar um aplicativo novo. Depois dos dois primeiros álbuns, esta corrida foi pra fazer um fechamento da primeira fase do Iron Maiden com os vocais do Paul Di’Anno e fazer um setlist de melhores músicas desta época para uma corrida de rua. Foi algo muito difícil de se fazer já que praticamente todas as músicas são boas.

Ouvi falar que o Keep Run era o melhor aplicativo para registro de corridas indoor, na esteira. Fiquei curioso de como isto aconteceria. Um aplicativo, através do GPS, marca distância e tempo de duração, fazendo todos seus cálculos baseados nestes dados. Como que ele marcaria isto parado numa esteira. Imaginei que ele utilizaria o pelo de estar subindo e descendo como parâmetro de passadas e ai sim calcular a distância. Tive uma decepção imensa. Iniciei a corrida normalmente como faço outdoor e depois de 10 minutos correndo recebo a mensagem que fiz zero metros de distância. Ou o aparelho não funciona ou eu não soube configurar direito. Desliguei imediatamente pra não ficar recebendo essa mensagem desanimadora toda hora e me concentrei na corrida que estava fazendo. Pelo menos o painel da esteira traria alguns dados a serem registrados.

Na rua consigo atingir a meta de 10km entre 55 minutos e uma hora. Mas na esteira nunca consegui atingir esta marca. Como um ambiente fechado é mais fácil, colocava uma inclinação de nível 5 para causar uma resistência grande e por causa disto nunca passei de 8,5km percorridos mesmo período de uma hora. Desta vez, como teste, diminui a inclinação para nível 2 para ver se conseguiria a mesma distância da rua. No final só atingi 9,27km, então acho que a diferença de esteira pra rua não é tão grande assim quanto eu imaginava. Na próxima vez vou correr sem inclinação nenhuma.

Para a trilha sonora, coloquei todas as músicas dos dois primeiros álbuns mais bonus track em modo shuffle/ramdom para escolher a ordem aleaória. A primeira foi Burning Ambition que me trouxe uma nostalgia danada da época do colegial, quando eu comprei este cd e ouvia diariamente. Foi o relançamento de toda a discografia do Iron até então e eu comprei alguns nesta leva. Nesta lista, cheguei à conclusão de que Prodigal Son deve ser exterminada da face da terra, caiu duas vezes no ramdom. Descobri que os dois discos somados dão pouco mais de uma hora de música, muito pouco, quase não precisei escolher as músicas. Antigamente os álbuns eram limitados pelo tamanho do vinil que comportava meros quarenta minutos, então foi preciso cortar só três músicas para dar uma hora, as três mais lentas.

No final terminei sentindo prazer, um calor no corpo e sensação boa de dever cumprido. Deve ser isto a tal da endorfina. Não estava cansado nem com dor. Parece que o corpo estava em perfeito estado e pronto pra mais 10 km. Além da sensação no corpo físico tinha a satisfação de ter vencido o fantasma da preguiça e de ter posto o corpo em movimento. Nada melhor do que terminar, olhar pra traz e perceber que acabou de correr esta grande distancia. O dia está feito.

Set list recomendado para uma corrida de uma hora com o tema Paul Di’Anno Days, na ordem:
1."The Ides of March"
2."Wrathchild"
3."Prowler"
4."Running Free"
5."Murders in the Rue Morgue"
6."Charlotte the Harlot"
7."Iron Maiden"
8."Transylvania"
9." Burning Ambition"
10."Another Life"
11."Genghis Khan"
12."Innocent Exile"
13."Killers"
14."Purgatory"
15."Twilight Zone"
16."Phantom of the Opera"

- Quilometragem: 10,5 km
- Tempo: 1:05:59
- Ritmo médio: 6:17
- Calorias gastas: 836

- Quilometragem total: 30 km
- Tempo total: 2:59:52
- Ritmo médio total : 6:02
- Calorias gastas total: 2.474

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Troféu Cidade de São Paulo – 25/01/2014

A primeira prova oficiosa do ano que participo, ou seja, de pipoca, na faixa, de graça, de intruso. Com o aumento indiscriminado e absurdo das inscrições para provas de corrida de rua espalhadas pelo país, não dá pra participar de todas, então tive que priorizar e selecionar as que serão pagas ou não. Selecionei 10 provas no ano que terão o prazer de terem meu rico dinheirinho, já outras como esta não.

O horário marcado foi as 7h30, considerado cedo pra alguém que mora longe do Ibirapuera, mas perfeito pra uma corrida durante o verão, evitando o sol forte e o desgaste do atleta. Logo na saída de casa, as 5h30 ainda escuro, um carro em alta velocidade passa rente à calçada na qual estava caminhando em direção à estação de trem a poucos metros de casa. Sinistro, poderia ter acabado com meu dia ali mesmo, ou minha vida. O que mais encontro, nesses momentos em que acordo quase de madrugada para participar das corridas é de gente voltando de baladas todos bêbados, fedendo a cigarro e com cara de acabados sonolentos.

O transporte, imaginei, poderia estar comprometido já que era sábado e feriado, mas foi perfeito. Para chegar ao parque do Ibirapuera, sem acesso fácil do metro, desci na estação Brigadeiro e fui caminhando até lá, o que dá 2,5km. Meu irmão comentou que nem precisava participar da prova, bastava ir da estação até o parque e voltar que já dava um bom exercício. De fato.

Tinha muita gente participando, era um mar de pessoas. Resolvemos ficar um pouco distantes da largada, nem dava para enxergá-la direito. Passou o horário de largar e nada, ainda estava tudo parado. Deu 7h40 e nada. Já estávamos reclamando do atraso da organização quando as pessoas começaram a ir para frente. Em ouvimos o tiro de largada. Claro que nesta muvuca inicial ninguém corria apenas caminhava, mas sabíamos que depois da largada dava pra arriscar um trote. Ao passarmos pela linha de largada constatamos que o relógio já marcava 13 minutos! Então a organização foi pontual, nós é que estávamos muito longe. E olha que não éramos os últimos, tinha muito mais gente atrás para começar.

Os primeiros dois ou três quilômetros quase não deram pra encaixar um ritmo de corrida decente devido à grande quantidade de gente. Ou era um pequeno cooper ou tínhamos que caminhar por uma parte por causa da parede de pessoas á nossa frente. Em alguns momentos tínhamos que recorrer às calçadas para ultrapassagens, mas mesmo assim tinha calçada lotada impedindo a progressão. Neste cenário nem dava pra levar a cronometragem em consideração e qualquer tempo registrado nestas condições estava comprometido.

Como participei da prova do ano passado, já tinha noção de onde estariam os postos de água, mas não precisei dele até completar uns 7 km percorridos. Ficar parando toda hora pra beber água é besteira, exceto se estiver com muita sede é claro. Para minha satisfação consegui manter um ritmo bom de corrida na segunda metade da prova, onde geralmente reduzo a velocidade e caminho em vários momentos. Desta vez corri quase todo o percurso sem precisar descansar. As subidas que o percurso tem não são muito íngremes, permitindo que corressem sem precisar parar a toda hora.

Achei a cor da camiseta, laranja, bem feia. A medalha é igual à do ano passado, só que ao invés de vermelho e preto era verde. No final a Sabesp, que deve ter patrocinado o evento, montou várias barracas em que distribuía água ao corredor, ma foi péssimo. A idéia é que tinha uma torneira e os funcionários encheriam copos para distribuir aos corredores. Mas era um copinho minúsculo de uns 200 ml e levava uma eternidade pra encher. O pessoal que chegava cansado estava desesperado pra beber algo e tinha que ficar na fila desta terrível barraca. Fora que formou uma lama no local com esta torneira vazando. Logo à frente tinham barracas com água em copos fechados prontos para distribuição, bem melhores apesar de quente. Mas como eu não tava pagando, nem reclamei, claro.

Foi uma boa prova. A volta à estação foi difícil, com 2,5km subindo. Se juntar tudo deu 15 km. Meu pedômetro registrou 22.360 passos. Não deu tempo de preparar uma boa trilha sonora para a corrida, então improvisei e coloquei o album Heartwork do Carcass pra tocar. Segue:

- Nike running: http://t.co/8Pg2ttnrn3
- Quilometragem: 10,4 km
- Tempo: 1:04:47
- Ritmo médio: 6:13
- Calorias gastas: 874

sábado, 25 de janeiro de 2014

Pedro e o Capitão

É fascinante a relação que existe no cárcere entre o captor e o prisioneiro ou entre o sequestrador e o sequestrado. É claro que não desejamos estar na posição de nenhum deles, mas esta situação permite boas histórias em qualquer mídia, tanto no livro, quanto no cinema ou no teatro. São obviamente inimigos, pessoas em situações antagônicas onde um exerce a violência sobre o outro, mas são obrigados a conviver e chegar a uma aceitação pacífica enquanto dura o martírio.

No CCBB está em cartaz a peça Pedro e o Capitão, onde mostra a relação entre a polícia da ditadura uruguaia e um preso político. Mário Benedetti escreveu sobre a situação de seu país, mas que pode ser adaptada para qualquer outra ditadura sul-americana, quiçá do mundo.

Logo no início da peça, os dois se encontram na sala de interrogatório onde o prisioneiro está numa situação frágil e o torturador, elegante num terno caro e com uma postura esbelta, está numa posição elevada e com autoconfiança. Existem duas salas, uma onde o preso é torturado fisicamente, escondida do público. E outra seria a tortura psicológica em que o capitão tentará persuadir e destruir as convicções do prisioneiro para extrair tudo o que sabe. Para exercer uma função dessas o interrogador tem que ter muita convicção de sua posição de polícia em relação ao “terrorista” revolucionário. Ele acaba exercendo o papel do “tira bom” em relação ao “tira ruim” torturador físico. Depois que eles espancam o pobre coitado, ele chega destruído para levar mais uma conversa do pretenso cara bom que só quer ajudá-lo a sair desta situação, em troca da revelação de simples nomes do movimento.

No início, pensei que o capitão seria uma figura similar ao do Christoph Waltz em Bastardos Inglórios, um cara controlado e inteligente que apenas com sua argumentação consegue fritar o cérebro da vítima. Mas nesta história não é isto que acontece. O torturador, no final das contas, também é um ser humano que está fazendo um serviço público pago pelo estado e também tem problemas pessoais. O torturador se mostra bastante humano apesar de tudo e o mundo que se encarregou de colocar os dois naquela situação particular em posições antagônicas.

É difícil para nós entendermos como uma pessoa de bem consegue exercer um serviço desses, mas muita gente passou por esta situação. No filme O Leitor, a Kate Winslet faz um excelente papel de uma mulher que no passado, durante a segunda guerra mundial, foi uma oficial nazista que aplicou tudo o que o governo demandava com exemplar eficiência, praxe alemã. Depois teve que se esconder da opinião pública. Tanto Winslet no filme quanto o capitão na peça estavam seguros de estar fazendo seu trabalho exemplarmente. Se está certo ou não é uma questão secundária. Eles não entendem que depois de certo tempo todos vão caçá-los, se acham injustiçados, pois só fizeram o que foram obrigados a fazer. Se não fizessem, não tinham emprego e dinheiro para alimentar suas famílias.

É uma questão ética e de moral. Uma pessoa estaria disposta a fazer um serviço tão cruel e imoral em troca da estabilidade de sua família ou por uma causa? No livro da Íngrid Betancourt, Não há silencio que não termine, fala da mesma coisa em relação às FARC. Eles realmente acreditavam que manter pessoas em cativeiro faria diferença em relação às suas causas. Os fins justificariam os meios.

CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro - SP
Quarta a Sexta, 20h;
Em cartaz: De 10/01/2014 até 19/01/2014 R$ 10,00

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

2º Iron Maiden Run – Scream for Mercy

Hoje acordei atrasado, preguiça de levantar imediatamente quando o despertador tocou, resolvi dormir mais cinco minutos o que se transformou em meia hora. Então minha ida à academia foi comprometida. Como estava no pique de não me acomodar e continuar com os exercícios de início do ano, resolvi dar prosseguimento ao meu projeto 2014 de corridas com a trilha sonora do Iron Maiden. Desta vez aumentando a distancia para alcançar minha meta principal de 10km. Não tinha planejado realizar outra corrida logo no dia seguinte, mas a situação faz a oportunidade e logo no começo da corrida senti um pouco de cansaço nos músculos da coxa. Depois de um tempo fui me acostumando.

Nesta segunda corrida peguei o álbum Killers, de 1981. Disco melhor produzido do que o primeiro e mais completo. Deve ser o álbum mais rock’n’roll do Maiden e eu me arrisco a dizer que é um hard rock mais rapidinho. O guitarrista Dennis Stratton foi demitido e contrataram o Adrian Smith para fazer as guitarras solos. Stratton tinha quase o dobro dos outros “moleques” da banda e não se encaixava no estilo deles. Este álbum também ficou conhecido por ter sido o último do vocalista Paul Di’anno, que foi demitido por abusar muito do álcool e das drogas, pondo as apresentações em risco.

O álbum começa com Ides of March, bem rapidinha mas boa para início dos negócios. Neste momento quando comecei o trote, vi meu vizinho no caminho me cumprimentando e também correndo, mas para pegar o ônibus que estava passando. De certa forma tenho sorte de entrar no trabalho um pouco mais tarde aproveitando o fato de eu ter mais disposição para exercícios de manhã.

O Killers é excelente para uma corrida, igual ao antecessor. Quase todas as músicas são ótimas e nem precisamos escolher as melhores, elas se completam. A exceção é “Prodigal Son”, que deve ser a pior composição do Steve Harris em toda a história. É uma música horrorosa! Tirando ela o álbum é perfeito, mas pequeno, apenas 41 minutos no total. Pretendo fazer uma seleção das melhores músicas do Iron na era Paul Di’anno para uma corrida de uma hora, perfeita para os 10km.

Onde eu corro, próximo do Parque São Domingos e do Parque de Toronto, no City América, construíram uma pista de caminhada de aproximadamente 3 quilômetros de comprimento atendendo uma reivindicação antiga dos moradores da região que necessitavam de um lugar para praticar seus exercícios. Mas a largura da pista é de apenas dois metros, cabendo duas pessoas lado a lado. Como a demanda era reprimida, a quantidade de pessoas é muito grande atrapalhando aqueles que querem passar, principalmente os corredores como eu que são obrigados a ir para a rua na hora da ultrapassagem. Percebi que a maioria que comparece ao local são idosos e gordinhos. Aparentemente o ser humano só se preocupa com sua capacidade física quando começam os problemas da idade ou obesidade, uma pena.

A melhor música do disco para uma corrida é, sem dúvida, “Purgatory”. Começou a tocar no final e me deu um gás mesmo cansado. As outras que merecem citar são: Killers, Twilight Zone, Women in Uniform, Another Life, Innocent Exile e Genghis Khan (outra excelente música instrumental). A Murders in the rue Morgue é baseada em um conto de Edgard Allan Poe que conta a história de um cara que encontra uma mulher morta na rua e é confundido com o assassino, sendo perseguido pela população local.

- Quilometragem: 10,4 km
- Tempo: 1:04:07
- Ritmo médio: 6:07
- Calorias gastas: 873

- Quilometragem total: 19,5 km
- Tempo total: 1:53:53
- Ritmo médio total : 5:47
- Calorias gastas total: 1.638