Como envolve pessoas reais, devo mudar nomes e situações. Tem duas pessoas no serviço onde uma é minha amiga e a outra é uma pessoa desprezível da qual eu tive uma briga. A primeira é a Paloma e a segunda é o Alberto. Esse cara é uma pessoa bem arrogante que fazia pouco caso de todos até que as pessoas que ele tratava mal viraram as costas para ele. Pouco a pouco caiu a ficha e ele agora é todo bonzinho com novos funcionários que chegam e que não sabem de nada e é frio com os demais.Tive dois sonhos com o mesmo fato em duas noites diferentes. No primeiro combinei de ir à praia com amigos e ele estava junto, para azar meu, sempre vigilante com aquela cara séria de ódio que guarda em relação aos antigos colegas, mas tratando com palavras neutras para não incitar brigas. Só a presença do Alberto já incomoda e causa desconforto, não se pode focar em nada que a gente sabe que lá atrás ele estará espiando e tomando notas mentais para serem usadas contra você. Um inimigo interno, um lobo com pele de ovelha tramando planos diabólicos e só você sabe o que esta ocorrendo. Os outros, bestas, se divertem na praia como se nada estivesse acontecendo.
Hoje tive quase o mesmo sonho, sendo que desta vez eu convidei apenas a Paloma para ir. Sem que tivesse tempo de avisar, a Paloma também convidou o Alberto para ir de modo público onde eu não poderia recusar na frente de todos e é claro que o cretino aceitou, sempre com aquela expressão de poker face do inferno. Lá vamos nós no carro descendo a imigrantes e rumo ao litoral paulista de carro, com chuva fraquinha quase um sereno e neblina, já prenunciando o péssimo final de semana que eu teria. Ele levou duas revistas para ler na viagem sendo que uma era sobre contabilidade, revista que acho que nem existe na vida real. Chegamos e percebemos que o quarto de entrada do apartamento está meio bagunçado. Então eu tentei melhorar um pouco guardando alguns objetos espalhados para que abrisse um pouco de espaço nos móbeis para guardarmos nossas mochilas. No primeiro lugar que abri espaço na estante, o Alberto já esticou o braço e colocou suas revistas em cima, começou minha tortura psicológica. Foi um ato simples, mas vindo de quem veio e já com um histórico de ódio, na hora já encarei como uma afronta. Paloma que estava junto, toda feliz, também estava procurando um lugar onde por as coisas e como ela é baixinha e só tinha espaço no topo da estante, eu a levantei pela cintura para por as coisas no topo. Ela se assustou e demos risada. Foi um momento alegre, o único, do sonho.
O sonho se seguiu dando saltos sem se ater a detalhes, mas sempre que íamos à praia conversando, lá estava ele vigiando com aquela cara séria de sem expressão como um morto ambulante, um zumbi, sem emitir nenhuma opinião e dando respostas neutras apenas quando era perguntado algo diretamente. Mas nunca invadindo um assunto nosso para participar da conversa. Parecia um policial que estava do lado e nós querendo cometer um delito. Deve ter sido um espírito bem incômodo que me visitou à noite, mas não sei se ele era ruim ou apenas estava me repreendendo por alguma atitude.
Eu sabia que a vida do Lobão seria muito louca, por isso resolvi ler sua biografia, mas não sabia que o cara era tão autodestrutivo assim. No final cheguei à conclusão de que ele era o cara errado na hora certa e na situação certa. A sorte sempre sorriu pra ele e ele sempre mandou ela tomar no cu.
O livro tem tantos detalhes e acontece tanta coisa importante para o rock nacional e para a própria indústria fonográfica que não dá pra contar tudo em um texto. Ele conta sobre a grande amizade que teve com Cazuza, coisa que foi excluída do filme, conta do plágio que vive tendo do Herbert Viana e também da guerra que travou (e ganhou) contra as gravadoras pela numeração dos CDs vendidos. Além disso, relata como foram os bastidores das gravações de 19 discos e o lançamento de uma revista para revelar 25 bandas iniciantes que fizeram sucesso depois. Ele sempre foi um cara ativo e que já deixou sua marca na música brasileira. Impossível deixar de falar sobre o que Lobão deixa de legado. Depois de ler o livro vou procurar ouvir cada cd que lançou e compará-lo com a época em que foi realizado, pois a cada cd ele estava passando por momentos muito conturbados em sua vida que refletiam em sua obra. Para ouvir bem um cd tem que ler o que se passava na época para ter um entendimento melhor da obra do artista. Se você quer ler uma biografia, este é o livro a ser lido.
Peça de humor, quase como um monólogo de Luiz Sander que já esteve em vários programas de televisão mostrando sua dança e seus personagens. No começo da peça eles até passam trechos de entrevistas que ele deu no Jô Soares, na Ana Maria Braga e em outros programas famosos. Nunca o vi na vida apesar de aparecer constantemente na televisão.
36ºMostra Internacional de Cinema São Paulo
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