quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Estratégia de emagrecimento: Comida de festa

Uma estratégia que se pode usar é a idéia de diferenciar “comida de festa” e “comida de dia normal”. Festas desde tempos bíblicos e antepassados mais antigos até hoje são eventos que tem bastante comida, bebida e música. Uma reunião que não tenha pelo menos estes três ingredientes não pode ser chamada de festa. As festas foram criadas para celebrar algum evento específico como nascimento e aniversário, uma grande vitória seja na guerra quanto no esporte, casamento, etc. São coisas muito esporádicas e que não acontecem todos os dias.

Antigamente sempre houve escassez de comida. Quantas vezes ouvimos histórias de nossos pais dizendo que na época deles a vida era mais difícil, que fizeram grandes sacrifícios para progredir, que juntavam o pouco dinheiro pra comprar algo que realmente precisavam. Meu irmão dizia que o menino rico do colégio dele sempre levava pão com mortadela pro recreio e ele tinha que se contentar com o pão com manteiga. Ele dizia que ficava sonhando com o lanche alheio. Quando existia uma festa de aniversário, a melhor coisa era que iria ter refrigerantes e lanches de pão com patê de atum. Coxinha, quibes e, claro, o bolo. Pelo menos nas festas que eu ia quando criança eram todas assim. Presente então só tinha no meu aniversário e no natal. Apesar de tudo, éramos felizes.

Não sei em que época mudou, mas hoje em dia a vida apesar de dura é sem dúvida mais fácil que antigamente. Hoje qualquer cidadão, do mais pobre ao mais rico, toma refrigerante todos os dias, come sobremesa depois do almoço, abre um pacote de bolacha no meio da tarde e mata uma caixa de biz à noite. Todos os restaurantes self-service que eu frequento quando saio para o horário de almoço durante a semana têm coxinha, pastel e churrasco feito na hora. O monte de caixa de doces do lado da caixa registradora e um freezer com sorvete é lei.

Meu ponto é que antes o que comíamos de vez em quando hoje se tornou o dia a dia da população. Hoje todo dia é festa. Somos como aqueles meninos mimados de antigamente que tínhamos tudo o que queríamos sem fiscalização dos pais. Imagina aquele menino rico que tinha o pai dono de uma casa de doces e que podia pegar quantos chocolates quisesse. É o que somos hoje em dia. A coca-cola em garrafa pet de 2,5litros está 5 reais. Na minha época uma garrafinha de 600ml era um absurdo de caro. Um pacote de bolacha deve sair por menos de 1 real.

Temos que por na cabeça que festa é festa e dia normal é dia normal. De segunda a sexta, come-se apenas aquela comida básica, sem agrotóxicos. Sem fritura, sem gordura, sem doces, sem refrigerante. No final de semana podem-se abrir umas exceções e comer algumas porcarias. Ou seja, é como se você tivesse 2 festas por semana, o que já é muita coisa. Com cinco dias normais e duas festas você é quase um boêmio! O que os gordinhos de plantão têm que por na cabeça é que emagrecer sem mudar seu estilo de vida é impossível. Uma vida de festas todos os dias não tem como permanecer magro, a não ser que a genética te ajude. Mas se você for como eu, que se ingerir doce engorda, esta é a solução.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Daniela Mercury

Texto que escrevi em junho. Ficou um pouco datado, mas vale a pena a publicação.

Daniela Mercury virou gay, ou saiu do armário, ou divulgou pra todo mundo uma coisa já sabida. Não sei. Só sei que a notícia foi divulgada com bastante estardalhaço e repercutiu bastante nos meios de comunicação e nos grupos de sempre como igreja e comunidade GLBT. Um demonizando, outro a colocando como líder de um movimento de mais respeito aos gays.

Sinceramente, acho uma babaquice. Se ela quer pegar mulher, o problema é dela e de mais ninguém. Mas como ela é famosa, os jornais dão grande destaque pra um assunto supérfluo e inútil. Mas porque fazem isto? Porque tem gente que compra a revista, o jornal e clica na notícia nos portais da internet dando muito dinheiro. Tem porque tem gente que consome, simples assim.

Alguns críticos dizem que ela anunciou isto pra imprensa para voltar a ser notícia já que andava sumida. Ser pouco conhecida vende menos. E alguns até questionam o fato dela ser gay, que é puro marketing. Discordo. Acho que ela é sim gay, seria muito absurdo divulgar tal mentira pra sair na mídia e depois desmentir.

Mas acho que há uma super exposição na mídia sobre este assunto inútil. E muito disso é culpa dela. Que a mídia é fofoqueira e espalha intimidades de famosos já é coisa corriqueira e normal. Mas a imprensa está divulgando coisas que ela mesma tem espalhado. As notícias vêm dela mesma e não é alguém que acaba descobrindo podres de sua vida. Virou um press release da própria cantora.

Alguns dizem que foi certo ela ter vindo a público e se declarado lésbica, pois sempre é pior ser descoberta e flagrada. Que a notícia seja divulgada de livre e espontânea vontade e não de modo sensacionalista. Até entendo isto. Mas agora ela liberou geral e está dando showzinho de lésbica em todos os canais de televisão dizendo o quanto ama sua companheira e tal.

Hoje ela tem quase 50 anos, pasmem. Está conservada. Aliás, faz aniversário no mesmo dia que eu: 28 de julho. Enfim. Pra alguém que viveu 48 anos sem ninguém descobrir que era lésbica, com certeza se trata de uma pessoa discreta. Por que agora ela se tornou a porta voz da comunidade GLBT de uma hora pra outra e virou a defensora dos direitos gays? Não entendo. É uma mudança de personalidade total. Nessas horas até faz sentido aquele argumento que ela divulgou a notícia para sair na mídia e voltar aos holofotes. Virou seu carro chefe pra divulgação das músicas.

Se ela é gay, problema dela. Seja feliz. Mas já está torrando o saco.

sábado, 9 de novembro de 2013

O homem sábio molda a si mesmo. Os tolos só vivem para morrer.

Estou lendo a sequência do fantástico livro Duna, os Messias de Duna. Segunda parte de seis livros de Frank Herbert. Ele é recheado de frases que podemos extrair conteúdo positivo. Uma delas é esta acima. "O homem sábio molda a si mesmo. Os tolos só vivem para morrer."

Uma pessoa cria seu próprio futuro, ele tem as rédeas de sua vida e trabalha em prol dos seus objetivos. Um tolo vive como aquela música do Zeca Pagodinho “deixa a vida me levar...” Eles vivem e esperam sentados as coisas caírem dos céus. É aquele tipo de gente que critica os ricos e os que progrediram com o suor de seu trabalho, são amargurados pelo sucesso alheio. A grama do vizinho é sempre mais verde. Nunca estamos satisfeitos com nossas vidas e pomos a culta no sistema, nos políticos, na vida, em Deus, na mulher, nas pessoas que atrapalham sua vida, na saúde e seja qual for o motivo. Nunca é culpa delas mesmas. A culpa é sempre do outro.

Se realmente queremos algo, devemos lutar por isto e não deixar o pessimismo nos derrotar. Ser perseverante e saber que vamos tropeçar muito na vida antes de alcançar nossos objetivos. E quando alcançarmos, não ficaremos satisfeitos com aquele estágio e criaremos novas metas mais altas ainda. Um sábio nunca está feliz onde se encontra.

Uma pessoa que espera que as coisas aconteçam, morrerá sem nunca ter alcançado o que queria. Eles parecem estar apenas esperando que a morte chegue logo pra descansarem eternamente. Não sabe que a morte é apenas uma passagem para outra vida onde terá novos objetivos e novos desafios. Não adianta postergar sua felicidade. A hora de conquistas é agora. Faça a sua própria trilha e caminhe decidido, sem ficar pensando o que aconteceria se fosse por outro lado. O pior que pode acontecer numa encruzilhada é ficar indeciso e não escolher nenhum caminho. Tome sua decisão e vá em frente sem ficar olhando pra trás. A vida é cheia de escolhas e sempre que pegamos uma opção, jogamos outra fora. Nunca teremos tudo ao mesmo tempo. Não chore pela oportunidade perdida e sim pela que você agarrou.

Viva para cometer erros aprendendo com eles e se tornando uma pessoa mais resistente. Não deixe que os outros digam o que você deve fazer. Você é o dono de sua vida. Decida-se por si próprio, mesmo que erre. Mas a decisão foi sua. Deus deu esta dádiva a todos os seres vivos, o livre arbítrio. Use-o.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Série Delta: 3º Etapa Rússia: São Paulo

Não era pra eu ter participado de uma corrida de rua tão próximo de outra que corri há duas semanas. Até pensei em desistir, mas como já tinha pagado, minha obrigação era estar presente e não me arrependi. Foi um evento muito bom, assim como foi na segunda etapa do ano onde homenagearam o Japão. Desta vez o dia estava muito bom desde o começo. Apesar de estarmos no horário de verão, às 7h30, horário de largada, já estava com o sol forte, que durou o dia inteiro.

A ideia de participar de provas pagas como esta é como se fosse um teste para meu condicionamento físico. Estou tentando praticar o exercício na academia e melhorar meu estado, então depois de uns dois ou três meses eu me inscrevo em uma prova dessas e vejo se consigo baixar o tempo. Interrompi este ciclo ao participar da corrida do SESI há duas semanas para acompanhar meu irmão. Naquela corrida eu consegui baixar meu tempo em aproximadamente dois minutos e sai muito satisfeito. Depois disto, era pra eu ter descansado uma semana, fazer mais um treino na esteira e corrido esta prova da Rússia, mas por causa de outros compromissos minha programação foi toda bagunçada e não corri mais nenhuma vez. Já esperava uma corrida ruim. Uma melhora requer tempo, nada progride assim do nada, sem preparo. Eu tive um avanço na corrida anterior, pois me preparei, por dois meses, seguindo uma programação previamente planejada por mim mesmo. Nesta corrida eu apenas torci para que repetisse pelo menos o tempo anterior ou que não passasse muito.

Os primeiros 5km do percurso que começa em frente ao Museu do Ipiranga é cheio de ladeiras, subidas e descidas fortes, principalmente a largada que é subindo. Mas nesta primeira parte eu fui muito bem, fiz um tempo ótimo pra mim, 27 minutos, e se conseguisse continuar na mesma pegada eu conseguiria reduzir em muito meu tempo. Já a partir do 6km as coisas mudaram de figura. Teoricamente seria a melhor parte do trajeto, já que dali por diante seriam quase 5km no plano, mas foi ai que o corpo começou a sentir e o cansaço veio forte. Tive que diminuir e descansar várias vezes, parando pra beber um pouco d’água. Naquela hora eu tive certeza que não conseguiria baixar meu tempo e a única coisa que pensava era em não fazer tão feio. Correr mais de 1h seria um grande retrocesso e eu ficaria com vergonha de mim mesmo. Eu presto contas pra mim, eu sou meu treinador e procuro superar meus próprios desafios.

Depois do 8km eu me concentrei, pensei em outras coisas, a música me ajudou bastante e o cansaço forte sumiu. Percebi que se a gente pensa muito em uma coisa, ela piora. Se você pensa que está cansado, que torce pra chegar logo, a gente sente mais cansaço ainda naquele momento. Se pensarmos em outra coisa, o cansaço some. É a mesma coisa com um regime. Pensamos em não comer, mas a única coisa que sentimos é uma grande fome insuportável. Quando eu esqueço que tenho fome, ela desaparece como por encanto. O pensamento é algo poderoso e afeta todos os nossos sentidos, como o efeito placebo. Os melhores esportistas são aqueles que além dos músculos treina o cérebro para continuar obstinado e não perder o foco.

Faltando um quilometro percebi que dava pra chegar próximo ao meu tempo anterior e não fazer tão feio, então apertei meu passo mesmo cansado. Tudo o que eu queria era não ficar com vergonha de mim mesmo. Próximo da chegada vi o cronometro mostrando 55 minutos e sonhei em baixar meu tempo em um minuto, mas não consegui. Aquele final é muito puxado, pois é uma subida forte. Cheguei com a língua arrastando no chão e cravei 56:08. Não muito, como era esperado pela proximidade da corrida anterior, mas mesmo assim melhorei meu tempo em alguns segundos, 38 para ser exato. Meu ano até aqui foi somente de superação no quesito corrida, um bom ano.

sábado, 2 de novembro de 2013

Finados

Dia de finados, muita gente usa para ir ao cemitério. Prestar as honras aos falecidos e entes queridos e por causa disto causa excesso de visitantes e aumenta-se o preço das flores em lojas próximas, fora que neste dia sempre chove. É uma data inútil. Quem quer ir ao cemitério rezar e relembrar seus entes queridos pode ir em qualquer dia do ano independente do feriado, pode encontrar tudo vazio, tranqüilo e com preços melhores. Mas não, espera o feriado. É a mesma coisa que dar presente nas datas oficiais. Quem gosta de uma pessoa, dá presente em qualquer dia, pode ser uma terça-feira dia 5 de qualquer mês. A surpresa ainda é a melhor forma encantar uma pessoa. Um presente fora de época com certeza será inesperado.

Finados pra ser mais educado, mas na verdade ele é o dia dos mortos. Os países da América Central e o México que fazem desta data um grande evento, eles sim estão certos. O dia de los muertos é uma mistura de halloween com carnaval onde milhares de pessoas saem fantasiadas de caveiras pra curtir uma festa popular nas ruas, muito mais divertido e respeitoso com os mortos. Você acha que aquele que se foi gostaria de te ver chorando ou rindo? Claro que eles queriam a nossa felicidade.

Tudo bem que existem aqueles momentos em que lembramos de pessoas queridas e a saudade bate e aperta o coração, choramos mesmo e sofremos a falta que eles fazem. Mas é um momento particular e que cada um deve fazer o que bem entender. Mas na minha opinião pode escolher qualquer um dos 365 dias do ano, menos este. Vão matar um feriado a toa, onde poderiam estar viajando, visitando amigos e parentes e celebrando a vida do jeito que quiser e não a morte.

Aos poucos estamos melhorando o jeito de encarar o dia, apesar de estarmos importando um festejo estrangeiro como o zumbi walk. Eu adoro a ideia dos zumbis em filmes e livros de terror e um apocalipse zumbi está presente no imaginário de todo nerd e cinéfilo pipocão. O pessoal faz igual aos mexicanos, se fantasiam de mortos-vivos e saindo às ruas como se estivesse sido contaminado pelo vírus zumbi. É aquela cena padrão desses filmes, com aquela massa de zumbis correndo atrás da população não contaminada. É um filme a céu aberto.

Outra coisa que eu aprendi é que finados está ligado a outros dois dias, formando uma trinca inseparável para aprender como surgiu a data comemorativa. Dia 31 de outubro é conhecido no Brasil como o dia das bruxas, ou Halloween no exterior. Hallow – eve, seria véspera do dia sagrado. Segundo a cultura celta, no dia um de novembro os mortos voltam ao mundo dos vivos, então para não sermos levados com eles temos que preparar doces na véspera, no dia 31, para entregar aos mortos no dia 1/11. Por isso que tem aquela brincadeira nos Estados Unidos das pessoas se fantasiarem de mortos e ir à casa dos outros pedindo doces. Já o dia primeiro de novembro, quando os mortos voltam, foi adaptado pela igreja católica como o dia de todos os santos. Já que vocês estão celebrando este feriado pagão, que adotem um nome mais católico, devem ter pensado. E finalmente no dia dois de novembro os mortos voltam ao seu lugar de direito, o além, ai sim rezamos para que descansem em paz. E o dia dos mortos para a cultura celta também representa o fim do ano e o começo do inverno no hemisfério norte. É como se os mortos aparecessem no ultimo dia do ano e votassem a repousar no inverno.