Um conselho que eu sempre deixo quando vou ao dentista. O teto do consultório deve ser impecável. O seu cliente, o paciente, ficará olhando para aquele lugar intensivamente durante meia hora ou uma hora e o analisará aos detalhes. Durante uma consulta não se tem outro lugar para se olhar que não seja pra cima e ainda mais limitado dependendo de que ângulo o dentista escolheu para virar seu rosto. Os olhos precisam de um ponto de referência para se focar enquanto está esperando o serviço na boca e sempre iremos procurar um detalhe onde podemos nos focar.Minha dentista tem um colar característico do qual eu me valho como ponto de referência para que meu olhar não fique muito perdido, mas ele logo se cansa. No teto tem a luminária, onde vemos todos os mínimos detalhes e só. É terrível não ter para o que olhar. Vejo ínfimas rachaduras que passaria despercebida a uma pessoa normal que estivesse passando pela sala, mas visível para alguém que se concentra a detectar qualquer coisa de diferente. Tem também a pintura mal feita, quando a brocha não chega até o final do teto e início da parede ou próximo da lâmpada onde é preciso cuidado extra para não pintá-la.
Mesmo assim um teto perfeito, todo branco sem nenhum defeito é terrível para o paciente. Num primeiro momento pode passar uma impressão de limpeza e de um lugar bem cuidado. Mas num segundo momento deixa nosso olhar muito vago e o tempo se torna mais demorado. Já aconselhei minha dentista a pregar um quadro no teto para o deleite do paciente. Imagina só uma pintura extremamente detalhista onde podemos analisá-la minuciosamente durante meia hora. Seria o manjar dos deuses pra mim. Não precisa nem ser original, basta um pôster. E ainda gostaria que fosse torçado periodicamente para que tivéssemos a oportunidade de apreciar outras obras.
Quando sugeri isto à minha dentista, ela me respondeu que tem sim planos de colocar algo ao paciente, mas a idéia dela seria uma televisão. Achei péssima a idéia. Neste mundo high-tech, tudo é eletrônico. Já imagino passando Ana Maria Brega ou qualquer programa de variedades sem graça. Claro que agradaria à massa que vive em função da televisão. O quadro ainda seria uma forma de trazer o mínimo de cultura pra este povo desprovido de artes.
É impressionante como as pessoas não respeitam avisos simples como desligar os celulares antes de apresentações ou eventos onde é necessário a concentração. Cinema, teatro, shows, qualquer coisa, sempre tem avisos no início para que todos desliguem seus aparelhos e até ouvimos algumas pessoas o fazendo devido ao lembrete do narrador, mas muito o ignoram.
Timão no mundial ocupa todos os jornais e televisões atualmente. É o centro das atenções, até demais pra mim e olha que eu sou corintiano. Só se fala do Chelsea e do grande confronto, começa a dar certo medo de o Corinthians perder o primeiro jogo e nem ir para a final. Vai ser uma humilhação se perder para o Al Ahli, talvez comparado ao grande Tolima, enfim, coisas do futebol.
Mesmo quando criança, quando gostava de astronomia, eu achava curioso quando meu professor de ciências citava Deus nas aulas. Pois como todos nós sabemos, ciências e religião são formas de pensamento distintas, uma é racional e a outra teológica. Naquela época eu já me identificava como pertencente ao grupo dos racionais, coisa que sou até hoje, mas não tenho tanta certeza assim da separação dos dois conceitos. Sim, eles se divergem e quem opiniões totalmente diferentes em alguns pontos. Mas em outras áreas eles se complementam. Meu professor, ao descrever o funcionamento das células ou dos planetas e estrelas ele sempre dizia que Deus era muito criativo e mostrava a quantidade de detalhes diferentes e fantásticos que havia no Universo. Sempre foi minha aula preferida na escola.