sexta-feira, 13 de julho de 2012

Prometheus

Prometheus prometia tanto e me decepcionou um pouco. Mas vamos por partes. Antes de qualquer análise, é bom lembrar que este filme tem a pretensão de ser o prequel, ou seja, o filme que antecede à já clássica série de filmes do Aliens onde mostraria o que aconteceu antes da nave Nostromo atender o chamado de socorro e achar aquela nave abandonada cheia de casulos de aliens.

Se uma pessoa que não conhece o filme Alien e suas seqüências quiser assistir, pode ir numa boa, pois não tem quase nenhuma ligação com eles, pode ser visto independente. Se for ver por este lado, Ridley Scott até que fez um bom filme de ficção/suspense. Se assisti-lo sem levar em conta os aliens, não achei um filme tão ruim assim.

Agora vamos meter o pau: O filme criou uma outra linha de seqüência e inventou uma outra história que não tem muito a ver com a idéia original do Aliens. Em Prometheus, escavadores arqueólogos do futuro descobrem uma caverna onde encontram diversas pinturas rupestres indicando que os antigos homens da caverna ou outros antigos habitantes do nosso planeta vieram do espaço, mais especificamente de um conjunto de planetas que órbita uma estrela parecida com nosso sol. Eles comparam esta descoberta com outras 6 que tinha o mesmo mapa estelar e descobrem o local onde as pinturas indicavam. Interpretaram como se fosse um convite estelar de uma raça alienígena.

Apenas alguns anos depois (falha do roteiro, pois acho que do momento da descoberta até a partida da nave demoraria muito mais tempo de preparação) eles embarcam numa viagem de 2 anos onde pretendem investigar este planeta a qual a pintura indica e buscar a origem da vida na Terra. Este é o plot principal do filme. Até ai, tudo bem. Claro que a gente, como expectador, está louco para ver um planeta cheio de aliens ou pelo menos aquelas aranhas que depositam ovos nos humanos. Mas Ridley preferiu criar novos tipos de alienígenas para assustar a platéia que não tem nada a ver com a franquia Alien. Se era para ser um prequel, que usasse todos aqueles mecanismos que conhecíamos dos filmes anteriores como o casulo onde sai a aranha gigante, sobre o embrião que ele coloca no humano, o alien que sai da barriga, etc. Ele criou uma lava gigante parecida com uma cobra, depois inventou um tipo de lobisomen assassino e quase imortal, depois inventou uma gosma preta do mal... Como um filme independente, até fica legal, mas não nesta franquia né. O que que tem a ver todos esses bichos no processo de gestação da vida do alien? Nenhuma ligação.

Vamos aos elogios: Achei a atriz que faz a personagem principal bem parecida com a Sigourney Weaver mais jovem, talvez por causa daquele cabelo meio curtinho meio querendo crescer. Se fosse fazer um reboot do primeiro filme, poderiam colocá-la como a nova Ripley.

Gostei do processo de hibernação mais roots, mais rústico e difícil. No primeiro filme, na nave Nostromo, eles acordam tranqüilamente como se estivessem dado um cochilo. Acontece que são 2 puta longos anos. Logo a pessoa deveria acordar toda destruída, como acontece neste filme. Um ponto positivo.

No final inventaram uma aparição de um bicho que levemente parece com um dos Aliens originais só pra dizerem que faz parte da mesma franquia. Terrível. Sabe o gosto que ficou no final? Agora eu prefiro que façam um Aliens 5 ao invés de Prometheus 2. Quero ver os Aliens do jeito que conhecemos, caçando humanos em lugares escuros, fazendo toda aquele ritual de procriação e tudo. Pode não ser com a Ripley á que a atriz á está velha, mas poderiam colocar uma outra personagem tão carismática quanto e continuar a série.

Assisti em 3D. Gostaria de avisar as pessoas que tem dúvidas em relação se vêem em 2D ou 3D. As imagens são muito bonitas e o filme aproveita bem o 3D. Não é aquela coisa de Avatar, indispensável para a apreciação perfeita do filme. Se vir em 2D não vai perder nada. Mas o filme aproveita bem o recurso durante toda a exibição. Mas o ruim é que achei bem escuro. Como a atmosfera do filme é mais dark, os óculos escureciam ainda mais o ambiente ficando mais escuro do que precisaria. Talvez seja bom assistir em 2D mesmo.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Reservas Indígenas

O Brasil está cheia de reservas indígenas espalhadas pelo Brasil. Basta olhar um simples mapa do país com as áreas das reservas pra ver como foram feitas as reservas e perceber que não tem nenhuma lógica. Claro que fizeram onde as tribos estavam então cada uma teria o seu espaço onde sempre viveram, mas me parece que seria melhor se estivessem em uma faixa de terra contínua onde poderiam ter ligação e contato sem precisar atravessar terras do homem branco.

Mas cá entre nós, os índios não precisam de tanta terra assim. Pode soar preconceituoso, mas acho que os índios deveriam ser integrados à nossa sociedade de hoje. Lá, apesar de viverem seus costumes ancestrais e usar seus idiomas locais, não há nenhum crescimento, nenhum progresso. Não fazem nada da vida. Se ainda vivessem da pesca, do plantio em uma sociedade auto-suficiente, até seria interessante ver, mas a maioria á tem seus confortos, carros, televisões, internet e os confortos normais do homem branco, então porque dar uma terra de graça assim? Se eles forem os donos da terra, por uma questão de antiguidade, tudo bem, mas que se comporte como todos os outros cidadãos brasileiros pagando impostos e sendo membros úteis da sociedade. Sabe o que me parecem, imensas favelas.

É como um livro recente que li, Guia politicamente incorreto da história do Brasil, onde conta que os índios tiveram muita miscigenação com os homens brancos e queriam se misturar. A maioria das mortes ocorridas foram guerras entre tribos rivais e não um massacre português. Esta informação não está apenas neste livro, eu cheguei a fazer outras pesquisas pela internet e vi que eram reais. Aquele conceito antigo que acreditávamos não é correto. Os indígenas viviam em estado de guerra constante entre as tribos e eram povos que desmatavam muito as terras. Se não fossem os portugueses pedindo pra maneirarem, eles tinham devastado o Brasil. Eram povos nômades que usufruíam uma região e quando tivessem consumido todos os recursos, moviam para uma nova terra fértil. Foram os europeus que trouxeram o conceito da agricultura, do plantio e colheita.

É engraçado como os livros brasileiros insistem nessa mesma tecla de coitadinho dos índios sendo que são informações incorretas. A parte dos indígenas eu já conhecia, mas os outros assuntos que o livro aborda referente os escravos negros vindos da África eu não conhecia. É um livro que vale a pena ser lido sem o uso de emoções. Se você é patriota, deixará e sê-lo, pois é um tapa na cara do brasileiro. Chegamos no final do livro e percebemos que não temos heróis, não temos história. Bem triste, mas real. Basta escolher: quer viver em um mundo fantasioso e feliz ou real e triste? Cruel.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

As duas trilogias de Star Wars

George Lucas, diretor e criador da saga Star Wars, hoje é podre de rico e um homem poderoso graças a este produto que inventou na década de 70 e até hoje é relevante. Dizem que ele escreveu um roteiro imenso e dividiu a história em 9 partes, sendo que cada parte transformaria em um filme. Devido à tecnologia da época e da história, chagaram a conclusão que não seria interessante filmar desde o primeiro episódio e sim a partir do quarto.

Os primeiros três contam da ascensão de Anakin Skywalker, de sua transformação em jedi e de sua traição. Ele se torna Darth Vader, um dos mais poderosos e fiéis seguidores do Imperador Palpetine e dos chamados Siths. Os três subseqüentes, que foram gravados na década de 70, contam a história de seu filho Luke, que nasce sob o regime de opressão do Imperador e se junta à aliança rebelde em busca de destruir a ditadura dos Siths e promover a volta dos cavaleiros Jedi para o controle da galáxia.

A primeira trilogia é um sucesso absoluto. George Lucas deixou de dirigir filmes por muitos anos porque não precisava mais. Mas depois de 20 anos ele decidiu filmar aqueles três filmes anteriores e contar a história de Anakin. Com uma tecnologia absurda, gerou três filmes praticamente 100% em computação gráfica, mas com história bem fraca, ao contrário da trilogia inicial. Ele queria cativar a nova geração com filmes mais atuais, mas não sei se foi bem sucedido. Os fãs antigos odiaram os novos filmes, mas eu não sei se a molecada de hoje adora esta trilogia. Foi um sucesso comercial, sem dúvida, arrecadou muita renda na venda de ingressos, o filme foi comercialmente bem sucedido, mas o objetivo é impulsionar a venda de produtos baseados no filme. Uma coisa mais interessante foi a série animada Clone Wars, que teve quatro temporadas, e uma história mais interessante e divertida do que o filme.

Em uma geração que consome filmes como Transformers, onde os efeitos especiais são perfeitos e não há história nenhuma, não sei se gostariam da primeira trilogia Star Wars. É claro que eu adoro efeitos especiais, mas quando eu vejo um filme, priorizo a história. Os efeitos devem servir de ferramenta para o diretor contar sua história e não o contrário. Por exemplo, o filme Guerra dos Mundos, original da década de 50 e refilmado por Spielberg no século XXI. Prefiro o original com uma história bem mais interessante apesar os efeitos especiais chinfrim do que o atual com efeitos muito bons, mas história fraca. A maioria dos jovens pensa o contrário, o que é uma pena.

Devido à péssima história da nova trilogia dos Star Wars em relação à primeira, acredito que o roteiro original não tinha quase nada a ver com o que foi filmado. Recuso-me a acreditar que na mesma época que ele escreveu todas as nove histórias foram geradas essas duas trilogias bem diferentes. Acho que ele apenas indicou um direcionamento e toda a história foi escrita por roteiristas retardados que não entendiam nada da mitologia jedi.

Apenas dei uma pincelada no assunto. Voltarei outro dia a escrever mais sobre isto.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

SEMANA CORÍNTHIANS – Vestindo a camisa!

Esta semana não se fala em outra coisa. É Corinthians aqui, Boca ali e o chororó dos outros times. Os fogos de artifício dos torcedores depois do primeiro jogo contra o Boca Júniors e dos carros saindo em passeata nas ruas buzinando foram demais: felicidade para os torcedores e martírio para os secadores. Próxima quarta feira não vai ser diferente, ninguém vai dormir. Seja por vitória corintiana ou contra. Fogos serão soltados.

O sentimento que a hora é agora contaminou todo mundo. Neste final de semana eu viajei para Santos pra aproveitar uma praia e fiquei impressionado pela quantidade de pessoas com a camisa do Corinthians. É como um amigo meu disse uma vez, que na baixada santista tem mais corintianos que santistas. Pude comprovar in loco. Juro que a cada 10 pessoas que passava, pelo menos uma estava com uma camisa do timão. Seja o senhor com aquela camisa regata, ou o moleque com um boné ou da menininha com um vestidinho com um símbolo bordado. Vi bandeiras espalhadas em vários apartamentos, em quiosques e em bares. Todo mundo está no clima da Libertadores da América.

Eu sei que a torcida corintiana é uma das maiores do Brasil, perdendo apenas para a do Flamengo. E a concentração no estado de São Paulo é imensa, Na última pesquisa que vi, 45% da população paulista é corintiana, fazendo o restante de 55% dividirem entre os outros times do Estado. E em Santa Catarina é um absurdo de grande. Só a torcida corintiana é maior do que a soma de todos os outros clubes do estado, acho que dá uns 55%. Uma pessoa de fora que não torce pro Corinthians não tem noção da quantidade de gente mobilizada pra este título.

Eu tenho várias camisas do Corinthians em casa que uso sempre, mas não uso em qualquer lugar. Por causa da violência a gente tem que escolher em ficar vivo ou não. Só uso as camisas quando tenho segurança e controle do lugar em que estou indo, pra casa de um amigo ou conhecido, um lugar que eu já conheço as redondezas, que eu saiba do risco que estou correndo. Como vim pra Santos, evitei usar algo do timão. Mas depois de tanto corintiano usando sua camisa fique com vontade de ter trazido a minha.

Bandeiras e camisas estão sendo vendidas por todo lado. Hoje resolvi comprar duas coisas que queria há muito tempo, mas não tive a chance e o dinheiro disponíveis. Influenciado pelos outros torcedores e animado para a semana, resolvi comprar uma bandeira e uma camisa vinho de São Jorge. Agora já estou pronto pra batalha!

domingo, 1 de julho de 2012

Globo X Record - Religiões

Nesta semana o ibope divulgou a notícia sobre as crenças religiosas dos brasileiros e que o número de evangélicos subiu. Eu vi este anúncio na quinta-feira em um jornal da tv Globo, talvez o Jornal Nacional não me lembro, e lá foi dito que os evangélicos subiram 61% em 10 anos e que os católicos caíram 9%. A Globo então confirmou o crescimento dos evangélicos, mas ressaltou que os católicos ainda é líder no total de fiéis do país tendo 64,6% de fieis contra 22,2%.

Na sexta-feira eu estava assistindo o Jornal da Record e essa mesma notícia foi divulgada. Não sei se foi anunciada atrasada ou era repeteco do dia anterior, mas o conteúdo era o mesmo da rival. Claro que anunciaram que os evangélicos tiveram um grande crescimento, ressaltaram que os católicos caíram e parou por ai. Eu estava louco pra ver se eles iriam informar que os católicos eram a maioria e confirmei que eles omitiram o fato.

Achei muito interessante ter a visão do mesmo fato sendo noticiado por duas emissoras concorrentes com diferentes pontos de vista. Os números são os mesmos, nenhuma delas mentiu, mas cada uma noticiou o fato a sua maneira. De acordo com a Globo, os Católicos são a maioria dos religiosos do Brasil. Á a Record informou que os Evangélicos são os que mais cresceram. É a mesma lógica dos comerciais de produtos no mercado que eu estudei na faculdade. O produto A diz ser o melhor por ter o melhor desempenho, mas fica quietinho em relação ao preço. O produto B diz ser o melhor por ter o melhor preço, mas nem abre a boca em relação à qualidade. E assim vai a concorrência. Por isso a habilidade do vendedor é tão requisitada e recompensada pelas empresas. Não importa a informação, contanto que você transmita da forma que queremos.

Acho ridícula a disputa religiosa das duas maiores emissoras do país. Não tenho crença em nenhuma das duas religiões. É claro que o pessoal da Record vai defender os evangélicos porque os donos o são e eles ganham mais a cada vez que adquirem novos adeptos. E a Globo protege mais os católicos, pois é a maior parte da população e isso é importante para a audiência. Além disto acredito que os católicos são mais conservadores, mais parecido com a visão da emissora.

A informação é soberana. Deve-se divulgá-la sem juízo e valores. É por isso que eu defendo alternativas como o Wikileaks que divulga como é e não como o governo, a sociedade, as empresas querem. Eu defendo também que os órgãos de imprensa tenham colunas com as opiniões pessoais e as opiniões oficiais da emissora a qual representam. Mas deveria ter a noticia completa sem opiniões na outra página ao lado. Cercear a informação é herança da ditadura e um mal que nunca sai de moda. Na Argentina a censura voltou pra valer, fora outros países da América do Sul. Espero que o Brasil não entre na onda.